A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 28/05/2021

A pandemia do Coronavírus disseminada no Brasil em março de 2020 trouxe diversas consequências para os habitantes, uma vez que o isolamento social foi feito de maneira rigorosa e as pessoas tiveram que reformular seu estilo de vida, além das inúmeras mortes no país inteiro. Nesse sentido, a sociedade teve que se reiventar economicamente, já que muitas famílias ficaram desempregadas com o fechamento do comércio, o que possibilitou o desenvolvimento de diferentes setores no empreendedorismo, e consequentemente, a evolução do comércio local. Dessa forma, há uma falha no papel das escolas, que pouco incentivam os jovens a desfrutarem do comércio nacional, e uma negligência do Estado, que cria poucas ferramentas para incentivar o empreendedorismo no Brasil.

Em primeira análise, destaca-se a falha no papel das instiuições de ensino no que concerne ensinar ao aluno a importância de apoiar o comércio local ou de bairro. Seguindo essa linha de raciocínio, de acordo com o filósofo Michael Foucault, as escolas agem como Instiuições de Sequestro quando procuram impor ordem e docilizar os indivíduos, ao invés de desenvolver o seu senso crítico. Esse pensamento é aplicável ao problema abordado pois os colégios não desenvolvem matérias práticas para os alunos que discutam acerca da importância e do incentivo ao empreendedorismo e ao comércio local, focando principalmente apenas na aprovação dos alunos em ENEM  e vestibulares. Assim, isso ocasiona a falência do comércio de bairro, que muitas das vezes sem incetivo da própria populão local, acaba fechando por não vender o quanto seria necessário.

Em segunda análise, pode-se ressaltar a negligência do poder público, que pouco cria ferramentas de incentivo, como isenção de taxas, para os empreendedores iniciantes. Sob esse viés, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, os indivíduos são considerados “Cidadãos de Papel” visto que desfrutam de uma cidadania aparente e limitada ao âmbito teórico. Essa teoria pode ser aplicada à problemática pois o Estado como assegurador do bem-estar dos brasileiros, deveria criar políticas de incetivo ao empreendedorismo, principalmente em uma época de desafios como a pandemia, em que muitas pessoas ficaram desempregadas. Nesse sentido, isso agrava o desemprego e miséria no país.

Em suma, conclui-se que medidas devem ser tomadas para alterar o cenário do empreendedor local no país. Por isso, o Ministério da Educação deve inserir na grade curricular das escolas matérias que discutam a importância do apoio ao comércio de bairro, por meio da contratação de docentes qualificados no assunto, afim de que essa economia seja melhor remunerada. Ademais, o Ministério da Economia deve desenvolver políticas públicas de incentivo ao empreendedor, como a isenção de taxas ou empréstimo bancário, com o objetivo de que as pessoas tenham coragem de empreender no Brasil.