A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 30/05/2021

No filme “Um senhor estagiário”, a personagem Jules cria um negócio pequeno que, após muita dedicação, evolui e gera centenas de empregos. Fora da ficção, é fato que essa realidade, relacionada ao empreendedorismo, também está presente no Brasil e contribui para o desenvolvimento local. Nesse sentido, a conjuntura supracitada precisa de estímulos educativos e incentivo governamental para ocorrer de forma efetiva.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a instrução é essencial na formação do caráter laborioso dos indivíduos. A esse respeito, conforme o pedagogo Paulo Freire, o papel da educação é formar personalidades com conhecimentos críticos e válidos para o futuro. Sob esse viés, verifica-se a importância de integrar, desde a infância, o perfil empreendedor na aprendizagem, uma vez que a inclusão dessa característica arrojada impulsionará o surgimento de talentos dinâmicos, os quais contribuirão para o desenvolvimento local e produzirão novas oportunidades. Sendo assim, fica evidente a necessidade adotar a perspectiva freiriana no currículo didático, a fim de alavancar a atividade empregatícia e o progresso regional.

Ademais, outra maneira de fomentar o empreendedorismo local é ampliar o auxílio proveniente do poder público. Nesse contexto, segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado assegurar o bem-estar coletivo. Contudo, essa responsabilidade encontra-se negligenciada no quesito associado ao incentivo de atividades laboriosas, o que dificulta a continuidade e o êxito de pequenos negócios, visto que os profissionais dessas companhias não conseguem manter suas iniciativas devido às taxações excessivas, à ausência de espaços e à falta de incentivo financeiro. Dessarte, constata-se a premência de elevar o estímulo advindo das autoridades vigentes, com o intuito de viabilizar a prosperidade do sistema trabalhista ativo.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Diante disso, com a finalidade de aumentar a construção de indivíduos com talentos laboriosos, urge que o Ministério da Educação, por meio de uma reforma na Base Nacional Comum Curricular, inclua o ensino, do nível infantil até o médio, de conteúdos referentes ao planejamento de carreira e à dinamização produtiva. Além disso, os Ministérios do Trabalho e da Economia, mediante uma parceria e a aplicação de verbas governamentais, devem promover a cessão de incentivos fiscais, a redução de tarifas e a disponibilização de plataformas gratuitas, que serão destinadas à negócios promissores, com o propósito de expandir a contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local. Desse modo, será possível atingir, no Brasil, evoluções trabalhistas similares à conquistada por Jules.