A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 02/06/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que a ação empreendedora local seja indispensável para o desenvolvimento da cidade, mesmo assim existem obstáculos a serem superados. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de uma liderança representativa, bem como o descaso dos trabalhos coorporativos acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, durante a Mineração Colonial no Brasil, a partir de 1750, a falta de organização e estratégia fez com que o ouro acabasse de forma rápida. Nesse sentido, fica claro que a falta de uma representatividade disposta a articular os bens da cidade, faz com que a gestão pública seja limitada e pouco propicia ao crescimento. Por isso, é preciso que as condições sejam trabalhadas à disposição da população, a fim de gerar serviços educacionais, oportunidades de carreira, emprego e assistência social. Desse modo, cabe ao Governo implementar serviços que ajudam a engajar os municípios, para que a união de entidades, população e prefeitura contribuam para o empreendedorismo econômico sustentável.
Sob um segundo enfoque, de acordo com o filósofo Maquiavel, “Empreendedores são aqueles que entendem que há uma pequena diferença entre obstáculos e oportunidades e são capazes de transformar ambos em vantagem.” Em razão disso, é preciso que a criação de trabalhos coorporativos sejam garantidos nos espaços da cidade, para que as pessoas entendam o valor de trabalhar em equipe, em prol de um bem geral. Até porque, segundo pesquisas do Banco Mundial, entre os anos de 2004 e 2013, é dito que quanto maior a taxa de atividade empreendedora de todos, maior o PIB per capita. Por fim, em defesa do bem estar social, é notório medidas que mudem o percurso do problema. Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos em união ao Sebrae, nos espaços públicos, sendo administrados por profissionais da área de administração, para que a população seja ensinada a desempenhar as funções em equipe e respeito ao líder, a fim de possibilitar as ferramentas para o desenvolvimento da cidade. Além disso, cabe ao Governo incentivar que as redes de ensino tenham a matéria de empreendedorismo, para que os conhecimentos comecem logo na infância. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.