A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 03/06/2021

No longa-metragem “Um senhor estagiário”, é retratado sobre o poder transformador que uma “startup” - pequena empresa com foco empreendedor - de moda exerceu na vida de um senhor aposentado ao recoloca-lo ativamente no mercado de trabalho. Entretanto, em regra, essa não é a realidade no Brasil, uma vez que, tristemente, não há incentivos para o desenvolvimento do potencial que o empreendedorismo possui para contribuir com a prosperidade local. Com efeito, cabe analisar a negligência governamental com os empreendedores e a falsa percepção de estabilidade que a sociedade possui em relação a empregos comuns.

A princípio,  é fato que o excesso de burocracia para gerir uma empresa em território nacional causa apatia nos empreendedores. Com isso, segundo Marilena Chaui - proeminente filósofa brasileira -, o ser humano age conforme a cultura instaurada no ambiente em que vive. Sob essa óptica, é evidente que, de acordo com a ideia da filósofa, o Brasil preserva uma cultura de estagnação que não promove inovações, principalmente no setor empresarial, travando a evolução econômica social e limitando a contribuição que o empreendedorismo pode oferecer para desenvolver os negócios locais. Nesse sentido, não é razoável que um país que almeja o desenvolvimento continue oferecendo obstáculo, por meio dos processos burocráticos - que caracterizam desestímulo -, para os empreendedores que visam o progresso local.

Acerca disso, é notório que a falta de incentivo governamental a pequenos empresários e inovadores acaba por fortalecer o ideário - errôneo - de que um empregado comum possui estabilidade. Nessa lógica, de acordo Flávio Augusto Da Silva - importante empreendedor brasileiro que gera milhões de empregos na Wiser Educação anualmente -, “Estabilidade não existe”. Nesse viés, o empresário impele que o emprego comum - conhecido popularmente como CLT - é instável, já que depende de boas condições externas, a exemplo do gerenciamento empresarial de seus chefes, as quais não possui nenhum controle, para sobreviver. Assim, Flávio incita que a população precisa aderir ao empreendedorismo para alcançar o progresso e contribuir com a sociedade.

Diante desse cenário, é fundamental que iniciativas como a exposta no filme “Um senhor estagiário” sejam implementadas no Brasil. Urge, portanto, que o Ministério da Economia, por intermédio de verbas públicas, aprimore o processo de abertura de empresas, reduzindo a burocracia envolvida, com a finalidade de incentivar o empreendedorismo local e promover desenvolvimento à cultura verde-amarela. Além disso, é imperioso que a mídia desmitifique o conceito de riscos associados ao empreendedor e dissemine a fala de Flávio Augusto de que estabilidade empregatícia não existe.