A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 06/06/2021
“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Essas foram as palavras grafadas na epífise da obra “Ensaio sobre a cegueira”. Sobre a autoria do escritor José Saramago. A história conta a volatilidade das questões éticas e morais de uma sociedade exposta ao caos e ao aleitamento. Sem desconsiderar o caráter distópico dessa obra, é nítido que a desinformação é socialmente degradante e, enquanto a “cegueira branca” foi causa de tanta bárbara na ficção, o desconhecimento e a não valorização do empreendedor tem sido um gatilho para o enfraquecimento da sociedade brasileira. A partir desse contexto, entender o que motiva a não valorização do empreendedor, é imprescindível e a origem dele. Em uma primeira análise, é importante ressaltar que a falta de investimento governamental presente na questão é uma enorme contribuinte. Abraham Lincoln, importante personagem da política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Nessa linha de pensamento, percebe-se que o governo brasileiro não serve o seu povo, principalmente, os empreendedores, com planos, metas e ações que valorizem essa parte da população, importantes para o desenvolvimento do setor terciário, por esse motivo a não valorização e os baixos investimentos muitos cidadãos não “entram de cabeça” no mundo do investimento e do empreendedorismo.
Além disso, cabe enfatizar que a lacuna na base educacional acaba moldando alicerces para tal conjuntura. Com o desenrolar da primeira, segunda e terceira revolução industrial, cada vez mais o ser humano foi substituído pelas máquinas, tendo que encontrar outros meios para garantir o seu sustento. Nesse sentido, a população brasileira teve que desenvolver técnicas e escolhas, uma delas, o empreendedorismo. Porém, encontra uma falha na sua educação, como não saber investir e não conhecer o mercado de trabalho, prova disso é o que diz a paródia da Tik toker Natália: “a escola quer formar médicos, engenheiros porém, muitos querem ter um negócio e ser empreendedor”.
Portanto, diante do exposto, e tendo em vista o que motiva a não valorização do empreendedor, é fundamental que o Poder Legislativo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia, estimule ações na educação básica que valorizem o empreendedor. Tal ação ocorrerá por meio de um projeto de incentivo nacional. O qual divulgará o projeto em todas e todas as informações na íntegra. Nesse conteúdo a presença de profissionais capacitados, como economistas, é primordial. Afinal, é chegada a hora da informação revelar, de fato, a importância do empreendedor e desconstruir as “cegueiras” constituídas.