A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 11/06/2021
A Constituição Federal de 1988 assegura aos cidadãos as diversas formas de desenvolvimento, garantindo o direito à dignidade da pessoa humana. Todavia, o que se nota na conjuntura atual é o colapso econômico e social, tendo no empreendedorismo uma ferramenta de grande contribuição para o desenvolvimento local, apesar desse ser, ainda, subjulgado. Esse fato é fomentado pela falta, ora de investimento, ora de educação financeira populacional.
Em verdade , nas mídias o empreendedorismo ganha notório destaque, disseminando a ideia de realização econômica, porém, fora do mundo virtual, torna-se um recurso que pouco é investido e que é utilizado de maneira incorreta. Sob esse viés, foi durante a Revolução Industrial que surgiu o modelo de produção Toyotista, pregando a flexibilidade, tanto na estocagem, quanto nos encargos sociais, aprimorando-se, ideologicamente, ao que hoje é chamado de “Startups”, empresas que induzem ao pensamento de negócio próprio, “seja o seu próprio chefe”. Desse jeito, é devido a essa construção histórica que imprimiu-se a falsa sensação de facilidade ao se estruturar uma entidade industrial, firmando, a partir disso, o cenário de consecutivos fracassos ao se empreender no Brasil. Assim, é importante que haja incentivos aos pequenos empresários e aos que desejam ingressar nesse ramo, visto que para se obter sucesso a longo a prazo é imprescindível um capital inicial de quantidade significativa.
Outrossim, a constatação de que o sistema educacional brasileiro não dispõe de aulas voltadas às finanças é um fator corrobora a problemática. Nessa perspectiva, tal afirmação é legitimada pela exemplificação de países como a Noruega e a Dinamarca , que investem, mascivamente, na alfabetização financeira de suas crianças, sendo, não dispretenciosamente, também, as nações com maiores IDH, Índice de Desenvolvimento Humano. Nesse hiato, é explícito o quanto o empreendedorismo possui obstáculos para alcançar excelência, pois antes de gerir ações, pessoas e dinheiro, é urgente um preparo, com medidas educativas referentes à economia, da sociedade. Destarte, com o intuito de mitigar os entraves supracitados, é mister que o Governo, por meio de subsídios tributários, expanda as verbas municipais destinadas ao sistema empreendedor, acompanhado de projetos que orientem a população a como iniciar suas empresas. Além disso, é essencial que, em conjunto com firmas bancárias, sejam disponibilizados incentivos econômicos aos empreendedores iniciantes, a fim de promover o desenvolvimento local e melhorar os índices sociais. Ademais, é impreterível a obrigatoriedade da educação financeira desde a base escolar, com o fito de formar adultos mais preparados para o empreendedorismo.