A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 11/06/2021

O autor estadunidense Ronald Jea Degen destaca, no livro “O empreendedor: empreender como opção de carreira”, o empreendedorismo como um processo de iniciativa implementativa de novos negócios que rege a fluidez no mercado global hodierno. Nesse sentido, é notória a contribuição desse ramo nas mais diversas esferas, em especial no desenvolvimento local do âmbito do Brasil. Por esse viés, é essencial pontuar a relevância do empreendedorismo na dinamização econômica citadina, ao mesmo tempo em que se deve questionar as limitações enfrentadas no ingresso a essa prática.

A princípio, é factual que a idealização de atividades comerciais autônomas intefere de maneira positiva na fluidez trabalhista da região analisada. Sob essa perspectiva, a série de televisão norte-americana “GirlBoss” exemplifica uma dimensão interessante dessa prática ao retratar a história de Sophia Amoruso, uma conceituada empresária que promove o poder feminino a partir da construção árdua do seu próprio negócio de roupas. Posto isso, assim como retratado na ficção, além da benéfica cooptação de empregos e geração de renda, a promoção do empreendedorismo também pode imprimir o simbolismo da exaltação cultural ou social de causas que abrangem a determinada forma de comércio contemplada. Destarde, os eixos produtivos iniciados promovem meios para as localidades avançarem no aproveitamento adequado de suas potencialidades específicas.

Contudo, o engajamento assertivo no empreendedorismo é prejudicado pela constatação do insuficiente nível instrutivo da população economicamente ativa do país. Nesse ínterim, de acordo com dados do IBGE de 2019, cerca da metade dos brasileiros com 25 anos ou mais apresentam apenas o ensino fundamental incompleto. À vista disso, muitas vezes, sem o respaldo de planos estratégicos de estabelecimento de negócios previstos em cursos de capacitação profissional, complicações são potencializadas, como a falha de logística e a imprecisão de investimento. Logo, a alarmante ineptidão originária da omissão estatal na garantia da disposição educacional cidadã impede a concretização ampla do acesso autossuficiente ao mercado de trabalho,

Diante disso, a promoção equitativa do empreendedorismo é primordial. Assim urge que o Estado, por meio da ação incisiva das entidades corporativas do Sistema S, promova o aprimoramento da disposição do treinamento profissional gratuito voltado à formação de novas empresas. Nesse projeto, serão disponibilizados, em todos os municípios do território nacional, unidades capacitadas com cursos profissionalizantes que visem ao ensino aprofundado da área da administração e da gestão de recursos, a fim de que, a partir das informações absorvidas, os novos comércios possam vigorar e proporcionar a valorização do comércio da localidade e da expressão pessoal do empresário.