A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 11/06/2021
Fruto de um histórico de concepções distorcidas, a ausência de recursos que apoiem o empreendedorismo no Brasil, demonstra a gênese de uma sociedade que se despe de valores de igualdade e de respeito. Desse modo, esse panorama perturbador aponta a inexpressividade do Poder Público quanto a garantia de um sistema que favorece o livre troca de produtos e serviços, bem como a negligência de algumas instituições formadoras de opinião durante a construção de uma mentalidade social que favorece o mercado.
Com efeito, é válido pontuar que para John Locke, defensor do Contrato Social, é dever do Estado garantir os direitos fundamentais de uma sociedade. Entretanto, uma condição de trabalho e de vida necessária para assegurar um poder de compra para as comunidades, não é unânime e diversos indivíduos são colocados à margem dessa realidade. Contudo, a morosidade do poder publico quanto a desburocratização do empreendedorismo no Brasil, sobretudo o micro-empreendedor que gera emprego e oferece suporte para os mais necessitados, desfavorece cenários que poderiam ajudar o desenvolvimento de comunidades locais. Dessa forma, para mitigar o quadro supracitado, faz-se necessário acabar com a hodierna perspectiva de apatia politica enfrentado no país.
Outrossim, é pertinente salientar que, a ideologia de ensino básico brasileiro é carente de formação de mentalidade empreendedora nos jovens estudantes, em que se é enraizado um pensamento em que é valorizado o trabalho assalariado. Nesse prisma, o empreendedorismo se torna cada vez mais difícil para aqueles que querem ingressar nesse meio como MEI, microempreendedor individual, devido, sobretudo, a falta de altruísmo por parte da população e a ausência de recursos governamentais. Essa óptica demonstra a ausência de alteridade da sociedade, o que defronta o pensamento de Levinas, no qual o filosofo contemporâneo enfatiza que a preocupação com o outro deve fazer parte da lógica cotidiana.
Portanto, fica exposto que a desconstrução de valores é edificada sob a égide da desinformação. Logo, urge ao Estado a manutenção do MEI, com incentivos governamentais que favoreçam a desburocratização do sistema com o objetivo de oferecer suporte para desenvolver o empreendedorismo do país. Ademais, faz-se necessário uma reformulação no plano educacional que valorize o mercado vide a disponibilização de cursos, sobretudo, para a educação pública. Assim poder-se-á garantir o Contrato defendido por Locke, bem como, alcançar a alteridade de Levinas.