A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 11/06/2021

Consoante à Economia, o empreendedorismo se configura pela iniciativa de implementar serviços por meio da criação de empresas, as quais, na maioria das vezes, surgem a partir de um projeto pessoal.No Brasil, lamentavelmente, as atividades empreendedoras são, não raro, dificultadas, uma vez que, devido à atuação simplista de escolas no fornecimento de educação financeira e, também, devido à excessiva carga tributária aplicada sobre empresas, o setor de serviços é enfraquecido, o que dificulta o desenvolvimento econômico local.

De fato, a ausência de educação financeira nos colégios brasileiros dificulta o processo de formação de uma geração economicamente consciente e de futuros líderes de mercado.Partindo desse pressuposto, cita-se a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que regulamenta quais são as atividades obrigatórias no ensino - seja público, seja privado - uma vez que essa, em seus incisos, define a educação financeira como essencial à formação cidadã.No entanto, a realidade das instituições escolares é, lamentavelmente, oposta: a instrução acerca de alicerces financeiros, a exemplo do empreendedorismo, é, ainda, ínfima, fato que reverbera, consequentemente, na tímida taxa de empreendedores financeiramente conscientes  em solo nacional.Infere-se, portanto, que, a fim de garantir o desenvovimento local deve-se, sobretudo, investir em educação financeira desde os primeiros anos de vivência acadêmica.

Além disso, cumpre ressaltar que a elevada carga tributária aplicada sobre pequenas e médias empresas atua, no mercado empreendedor, como agente que desestimula o crescimento desse ramo de serviços.Em face disso, salienta-se que o Brasil, segundo à Organização Mundial do Comércio, é caracterizado por possuir uma das maiores tributações (federais, estaduais e municipais) do mundo, fato que, quando aplicado à realidade das empresas em processo de consolidação, significa um entrave à iniciação e, principalmente à manutenção dos setores de empreendedorismo, uma vez que esses, por serem iniciantes, não usufruem de um lucro elevado.Depreende-se, logo, que o excesso de impostos dificulta o comércio e paralisa o desenvovimento em todo o solo nacional.

Evidencia-se, portanto, que o Ministério da Educação deve, por meio de visitações anuais às escolas, fiscalizar a obediência à BNCC referente ao ao ensino financeiro obrigatório.Nessas visitações, agentes da educação devem orientar o corpo discente a aplicar a educação econômica pautada no empreendedorismo através de atividades acadêmicas cotidianas.Desse modo, tal setor será fortalecido por meio da consciência de futuros líderes de mercado.Concomitantemente, a carga tributária sobre pequenas empresas urge diminuir, a fim de que o desenvolvimento local seja fomentado e valorizado.