A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 11/06/2021

Thomas More em sua obra “Utopia”, relata as condições de vida em uma sociedade perfeita: nela, teriam sido abolidos fatores capazes de gerar desarmonia social. Entretanto, a “Utopia" de More não se pereniza favoravelmente na contemporaneidade, tendo em vista os desafios do empreendedorismo para o desenvolvimento local. Com efeito, faz-se crucial analisar a postura da sociedade e do Estado frente a essa intempérie.

A princípio, é necessário discutir sobre as responsabilidades sociais com os pequenos negócios. Nesse sentido, Carlos Drummond, poeta brasileiro do século XX, em seu poema, “No meio do Caminho”, toma posse da repetição do verso no meio do caminho tinha uma pedra, não somente para denunciar problemas sociais, mas também para encorajar os indivíduos a mitigar as males coletivos. No entanto, essa postura drummondiana nem sempre é validada, uma vez que a situação social da maioria dos brasileiros é precária, ou seja, nem todas as famílias tem condições financeiras e nem educação necessária para arcar com as despesas e os conhecimentos prévios de administração para que pequenas empresas se desenvolvam apesar das crises financeiras e afins. Enquanto nada para feito para minimizar esses desafios aos novos empresários, o desenvolvimento local será diminuído  no Brasil.

Outrossim, a omissão do Estado permite que tantos micro empreendedores fechem seus negócio. Nesse viés, John Locke, filósofo contratualista do século XX, desenvolveu um conceito de “Contrato Social”, segundo o qual os indíviduos cedem sua confiança ao Estado, que, em contrapartida, deve garantir os direitos aos cidadãos, dentre eles: o trabalho. É preciso enfatizar que muito ja foi feito, existe sindicados, existe projetos de lei, porem o sistema é enfraquecido e não garante as condições mínimas para que um pequeno negócio prospere gerando lucro para sua localidade.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para mitigar os desafios enfrentados pelos empreendedores para o desenvolvimento local. Cabe ao Governo Federal, órgão de relevância  nessa temática, deve realizar mais movimentos de inserção social que priorizem investimento na educação financeira e administrativa, em uma parceria público-privada com as universidades, para que estudantes do cursos de administração possam repassar seus conhecimentos para pequenos empresários com o abjetivo de capacitá-los. A sociedade, por intermédio das mídias televisivas- filmes e novelas, precisa desenvolver uma atitude mais ativa, tomando conhecimento de novas formas de trabalho em meio a tempos adversos. Assim, a  garantia ao trabalho prevista na carta magna de 88, preparará as folhas das leis e finalmente será experimentado por todos.