A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 25/08/2021

Na obra cinematográfica “A Vida e a História de Madam C.J. Walker” é retratada as dificuldades da primeira mulher negra milionária dos Estados Unidos para empreender uma linha de produtos para o cabelo. A partir desse filme, nota-se a relevância do empreendedorismo para o desenvolvimento local e pessoal de um cidadão, como a melhora da qualidade de vida. Assim sendo, observa-se que o fomento aos negócios apresenta amplos benefícios, todavia, não é incentivado pela educação brasileira.

Em primeira análise, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 25% da população adulta brasileira, no ano de 2020, adotou o empreendedorismo como forma de trabalho. Sobre essa perspectiva, infere-se que esse ofício é um vasto gerador de empregos e que movimenta a economia do país. Isto posto, tal percepção é confirmada pela pesquisa do Banco Mundial, que salienta a relação direta de empreender com o fomento do PIB per capita, com a exportação e a diminuição do desemprego. Portanto, ratifica-se, novamente, o destaque do tema para o alcance de uma prosperidade local sustentável e melhoria da qualidade de vida do corpo social.   Outrossim, apesar das vantagens do empreendedorismo, esse não é integralmente aplicado devido a uma falta de educação financeira e empreendedora. Sobre esse viés, analisa-se o pensamento do historiador Roger Chartier. Conforme o francês, a escola deve funcionar de forma a ser uma ponte em que o poder público intervém na formação da sociedade. Por outro lado, percebe-se que esse ideal não é concretizado, tendo em vista que não há uma capacitação empreendedora nas escolas, fazendo com que os indivíduos apresentem dificuldades no planejamento e gerenciamento dos negócios. Isso pode ser notado, por exemplo, no canal de finanças “Me poupe!”, no Youtube, que conta com mais de 6 milhões de inscritos, e que denota o interesse e necessidade da sociedade sobre o discernimento da temática.

Dessarte, medidas são necessárias para fomentar o empreendedorismo local. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação a inserção, nas escolas brasileiras, de uma disciplina de estudo financeiro e empreendedor. Isso pode ser realizado por meio de uma proposta de lei entregue à Câmara dos Deputados, que ratifique a necessidade de aulas e ensinos práticos sobre como planejar e administrar uma empresa e as finanças. Por fim, busca-se a formação de cidadãos mais capacitados e conscientes sobre o mercado empreendedor, fazendo com que o desenvolvimento local e o papel da escola, consoante Chartier, seja efetuado na nação.