A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 18/11/2021
A partir da globalização, processo de ampliação das trocas e redes comerciais, multinacionais têm conquistado praticamente todo o espaço industrial e comercial dos países emergentes, concentrando os lucros em seus países de origem. Nesse contexto, o empreendedorismo regional acabou sendo desestimulado pelo monopólio das grandes empresas, perdendo sua capacidade de contribuição socioeconômica para o desenvolvimento local. Por isso, levando em conta as consequências positivas do ato de empreender, faz-se necessário analisar o potencial no âmbito financeiro e social da criação de pequenos negócios para o progresso de pequenas localidades brasileiras.
Primordialmente, à medida que o empreendedorismo é valorizado e estimulado na sociedade, o desenvolvimento da economia participante é impactado assertivamente. Segundo Michael Porter, importante professor de economia, esse avanço é positivo, pois contribui para a competitividade e eficiência econômica. Dessa maneira, ao criar patentes, o empreendedor incentiva diversos setores do mercado dentro de sua pequena produção, desde a criação de empregos até a regulação de preços dentro do setor pela competitividade.
Em uma segunda análise, o surgimento de pequenos negócios é um imprescindível pilar na formação educacional de indivíduos nas cidades brasileiras. O empreendedorismo abrange áreas da educação financeira, marketing e inclusão social, fomentando a busca por conhecimento em todas os âmbitos e tornando ainda mais acessível a geração de renda para pequenos empresários. Ou seja, perder tal potencial desenvolvimento para a sociedade brasileira é desestimular o crescimento de uma educação comercial inclusiva dentro de localidades que antes não tinham nenhum tipo de aspiração econômica, muito menos social.
Portanto, a fim de encorajar o empreendedorismo visando seus benefícios para o desenvolvimento local, cabe ao Ministério da Educação, mediante o repasse de verbas, a criação de cursos básicos gratuitos, podendo ser presencial ou online, de empreendedorismo para cidadão de baixa escolaridade, tendo como meta a disponibilização presencial em todas as cidades brasileiras. Outrossim, o Ministério da Economia deve disponibilizar insumos financeiros para pessoas vulneráveis economicamente que desejarem abrir sua pequena empresa, facilitando a criação de seu negócio. Assim, o Brasil formará cidadãos empreendedores, impulsionando tanto a educação local, quanto a economia brasileira como um todo.