A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 06/07/2021

Nos idos de 1934, foi criada a CLT – cuja sigla faz referência à Consolidação das Leis Trabalhistas. Em virtude de tal criação, uma nova era das relações trabalhistas foi encetada no Brasil. Nessa nova era, a qual ainda paira sobre o hodierno, as relações entre trabalhadores e empregadores foram padronizadas: se trabalha e se recebe um soldo por tal. No entanto, com o tilintar do século XXI nos relógios dos homens e com o advento do uso massivo da internet, esse padrão se viu ameaçado pela ação do empreendedorismo, o qual é feito, nos dias atuais, máxime nas redes de comunicação via internet. Com a maior facilidade para trilhar um caminho cujo fim seja se tornar empreendedor, esta profissão se viu em alta nas últimas décadas, e a mesma é impreterível no que diz respeito ao desenvolvimento local, tanto por criar novos vínculos empregatícios quanto por definir como protagonista o trabalhador.

A priori, é impreterível se elucidar que, ao empreender, se cria novas interligações empregatícias. Para que um país urda jornada rumo ao desenvolvimento, é necessário que os concidadãos dele tenham consciência de que o desenvolvimento é um processo multilateral, ou seja, é obtido a partir da ação de várias partes, o que é garantido pelas interligações supracitadas. Em função do sucesso obtido em negócios próprios, há, em geral, a vontade de expansão por parte do dono, e tal expansão apenas é possível se feita concomitantemente à contratação de novos trabalhadores, gerando novas relações empregatícias, que geram renda para os habitantes de um determinado local e, por conseguinte, geram desenvolvimento financeiro.

Ademais, também é fulcral se pontuar que, diante da possibilidade de empreender, o trabalhador se vê perante a autonomia. No contexto local, a busca pela autonomia deve existir pois, como já ocorrera outrora, os empregados se encontram propensos a ser demitidos de seus ofícios em virtude da mecanização de suas profissões: a exemplo de tal, se pode citar os profissionais atuantes na linha de montagem de automóveis, a qual se encontra, no presente momento, em ascendente mecanização. Desse modo, é possível notar que o empreendedorismo auxilia no desenvolvimento local à medida que o mesmo provê autonomia ao empregado e não o mantém como vítima da mecanização.

Portanto, há de se concluir que o desenvolvimento local é impulsionado pelos empreendimentos, e os motivos para tal impulso estão acima citados. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, munir, por meio da criação de programas educacionais em todos as regiões do país, o cívico brasileiro com a educação e a consciência necessárias para empreender, com o fim de prover emprego aos cidadãos brasileiros e, num segundo momento, torna-los autônomos.