A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 06/08/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social, padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do baixo estímulo estatal quanto da falta de inserção do empreendedorismo e educação financeira nas escolas. Diante disse torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é fulcral pontuar que o incentivo escasso aos empreendedores, deriva da negligência dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil e nos seus municípios. Certamente, devido a falta de atuação e investimento das autoridades no empreendedor local, os níveis de desemprego aumentam, o PIB per capta diminui, principalmente em áreas menos favorecidas como afirma a pesquisa conduzida pelo Banco Mundial entre 2004 e 2013. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postural estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o baixo incentivo escolar como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, observa-se a falta de discussão de assuntos financeiros e estímulo à juventude em empreender, de maneira que prejudica e limita o conhecimento de novas possibilidades profissionais do jovem. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a inclusão tardia desses assuntos primordiais para o país contribuí para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas são necessárias para conter o impasse. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos Ministérios da Economia e Educação, será revertido em incentivos fiscais, programas de crédito para micro e pequenas empresas( com intuito de estimular o PIB e diminuir o desemprego), restruturação do sistema de ensino público introduzindo educação financeira e empreendedorismo na grade curricular, por meio de reuniões com países referenciais. Dessa forma, atenuar-se-à, em médio e longo prazo, os impactos nocivos do problema, e a coletividade alcançará a utopia de More.