A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 08/10/2021
“Global Goals” é um conjuto de dezessete metas que fazem parte da Agenda de 2030, iniciativa da ONU e compromisso de todos os países em busca de um mundo melhor. Nesse contexto, para que o Brasil faça sua parte para atingir as metas relacionadas a ascensão da economia e erradicação da pobreza, é preciso entender a importância do empreendedorismo para o desenvolvimento local, dando ênfase a falta de estímulo no âmbito educacional para essa atividade e a sua relevância para econômica.
Perante essa observação, cabe mencionar que o modelo educacional brasileiro é falho no que tange a valorização da diversidade de conhecimento, e, por conseguinte, não fomenta o interesse dos alunos pelo empreendedorismo. Isso porque, conforme o educador Moacir Gadotti explana na obra “História das Idéias Pedagógicas”, ainda predomina uma pedagogia conteudista na educação brasileira, que pressupõe o ensino superior como única alternativa após a saída da escola. Desse modo, ainda que o “saber empreendedor” esteja sendo introduzido nas escolas por meio da Base Nacional Comum Curricular, a cultura dominante de supervalorização do Ensino Superior em detrimento a outros caminhos, enfraquece o potencial empreendedor dos jovens em idade economicamente ativa do país.
Por consequência, o país deixa de gerar riquezas, tendo em vista a notória relevância econômica do empreendedorismo. Isso pois, embora o Brasil seja um país conhecido pelo setor primário da economia - isto é, agropecuária voltada para exportação-, o que realmente movimenta o mercado interno e é responsável pela maior parte da geração de empregos é o setor terciário, onde está inserido o empreendedor. Esse panorama ficou evidente durante a crise econômica causada pelo covid-19, na qual esse segmento foi fortemente afetado devido as retrições sanitárias, diminuindo significativamente os postos de trabalhos gerados pelos empreendedores, segundo analisado pelo Jornal Nacional. Nesse sentido, percebe-se os impactos positivos do empreendedorismo, bem como os efeitos negativos da sua desvalorização.
Portanto, para que a situação seja corrigida, competo ao Estado, na figura do MEC, dar contiunidade a implentação da possibilidade de desenvolvimento de práticas empreendedoras ainda na escola pautada no Base Nacional Comum Curricular. Para tal, deve torna obrigatória a presença de um plano pedagógico sobre o assunto nas instituições de ensino básico. Junto a isso, a escola deve se aliar ao SENAC para que os alunos possam elaborar seus projetos com consultoria gratuita e possam dar continuidade fora do educandário. Assim, espera-se que a população reconheça a importancia do empreendedorismo local e colha seus benefícios.