A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 26/08/2021
Há algumas décadas, a preocupação com o bem-estar econômico de seus cidadãos tem se tornado prioridade em um país desenvolvido como a Suiça. No Brasil, porém, a negligência demonstrada por parte do poder público no que se refere a importância do empreendedorismo para o desenvolvimento local revela o quão necessário é o debate sobre esse assunto na esfera pública. Assim, é preciso analisa tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos educacionais e a políticas públicas.
Frente a esse panorama, é possível afirmar que a falta de senso crítico por parte dos cidadãos como um fator que influência diretamente a falta de apoio a criação de novos empresários. De acordo com o Banco Mundial, quanto maior a atividade empreendedora maior o desenvolvimento da sociedade. Dessa forma, a incapacidade de visualizar os benefícios por parte de muitas pessoas da qual essa modalidade pode trazer resulta em dificuldades financeiras para suas famílias, visto que muitas vezes devido ao ambiente econômico não favorável, a aquisição de um emprego para a sobrevivência fica impossibilitada. Dessa forma, o filósofo Kant defende que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Diante de tal exposto, é crucial educar os cidadãos com campanhas relacionadas a necessidade de empreender, com o objetivo de criar uma sociedade mais educada e, consequentemente, aumentar a qualidade de vida das pessoas de classe baixa.
Ademais, evidencia-se, por parte do Estado, a falta de políticas públicas suficientemente efetivas para o aumento da adoção ao empreendorismo. Sob essa ótica, segundo o filósofo Thomas Hobbes, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar da sociedade. Essa máxima encontra-se deturpada no contexto atual, dado que, de acordo o site The World Bank o Brasil ainda figura na posição 124 no ranking relacionado a facilidade de fazer negócios. Esse cenário é inaceitável em um país que alega ter uma constituição que está ao lado do cidadão e ao mesmo tempo parece não se importar com essa realidade.
Portanto, com a intenção de se seguir o bom exemplo de países desenvolvidos como a Suiça, o Governo Federal deve agir. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve adicionar no currículo escolar de alunos do ensino médio palestras sobre como é importante o trabalho que os empreendedores fazem na sociedade, com a presença de seus familiares, por meio de empresários bem-sucedidos de origem humilde que os auxiliarão a colocar em prática esse conhecimento com a criação de possíveis projetos para o futuro desses estudantes, com o objetivo de criar cidadãos conscientes de suas opções e, assim, criar uma socidade mais desenvolvida. Espera-se, com isso, uma mudança de realidade.