A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 08/09/2021

Segundo Timmons, o empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século XXI mais do que a Revolução Industrial foi para o século XX. Na contemporaneidade, é relevante a análise do contexto relacionado a contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local. Logo, medidas empresariais e educacionais devem estar presentes na sociedade como bases para o fortalecimento e prosperidade desse ramo econômico.

Em primeiro plano, é necessário frisar a importância de medidas efetivas para que o empreendedorismo social seja difundido. Segundo a pesquisa do Banco Mundial com 125 nações, quanto maior o percentual de tal atividade em uma comunidade, maior serão os índices socioeconômicos. Esse panorama é resultado do trabalho simultâneo de instituições do Governo, como o SEBRAE, que favorecem subsídios para a criação e a implementação de novos negócios, tendo como mecanismos que auxiliam na redução do desemprego, na reestruturação comercial e no estabelecimento de uma economia autônoma mais resistente a crises.

Ademais, vale ressaltar a relevância educacional como qualificadora profissional para que os indivíduos consigam um desenvolvimento pessoal e profissional no exercício da economia. Conforme pensamento de Kant, o progresso de uma nação está intrinsecamente ligado à autonomia social dos cidadãos que a compõem. Sob essa visão, é possível afirmar que uma pessoa bem instruída durante seu processo educacional será um indivíduo menos dependente do Estado durante sua vida adulta, e aplicará seu conhecimento em benefício da comunidade. Logo, uma pessoa sem conhecimento de finanças terá pouco progresso financeiro e contribuirá menos para o progresso.

Fica evidente, portanto, medidas cabíveis para que o empreendedorismo social seja difundido no desenvolvimento local. Cabe ao Estado, como gestor dos interesses coletivos, em parceria com o Ministérios da Economia, a implementação de maiores investimentos em projetos que ampliem a visibilidade das iniciativas sociais, por meio de incentivos fiscais para atrair empresas privadas, com o fito de que elas invistam nas microrregiões necessárias. Ademais, o Ministério da Cidadania, responsável por politicas públicas e desenvolvimento social da nação, deve investir na construção de mais agências do SEBRAE nas cidades, com o objetivo de oferecer assistência à comunidade. Dessa forma, é necessário a fomentação de palestras com especialistas, cursos gratuitos para diversas áreas do tema. Com isso, o desenvolvimento local através da ação de empreender será mais justo e igualitário com as orientações e incentivos corretos e o País avançará economicamente na revolução do século XXI descrita por Timmons.