A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 01/10/2021

Em um país de economia totalmente agrária, logo após a independência do Brasil, destacam-se as ações do Barão de Mauá, um dos primeiros empreendedores brasileiros, que teve uma iniciativa de investimento em importação de meios de produção e transporte para o país, sendo muito importante para o começo da industrialização da época. Paralelo a isso, observa-se uma grande relação disso com o cenário das empresas brasileiras, uma vez que o avanço do empreendedorismo proporciona o crescimento local. Dessa maneira, é necessário analisar como esse processo contribui para a diminuição do desemprego e os obstáculos existentes para seu crescimento.

Primeiramente, apresenta-se que a criação de uma empresa própria é uma alternativa dos cidadãos brasileiros derivada da falta de empregos no mercado de trabalho. Com a ocorrência da pandemia da Covid-19, de acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, o número de novos empreendedores motivados por necessidade aumentou de 37,5% para 50,4%. Nesse contexto, nota-se que a formação de pequenos negócios ocorreu como forma de sobrevivência, elevando o número de gerenciadores inexperientes. Entretanto, esses trabalhadores proporcionam inovações e como consequência melhoram a qualidade dos serviços e produtos que o mercado necessita.

Cabe salientar, outrossim, que o baixo incentivo ao ensino financeiro e a alta burocracia são grandes empecilhos na estruturação de novos empreendimentos. Segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) entre os principais motivos que resultam na mortalidade de empresas no Brasil estão a falta de planejamento e a falta de capacitação do empreendedor. Desse modo, os cidadãos tem dificuldade em começar, manter e fechar instituições próprias por causa da legislação, do sistema de impostos e da dificuldade de conseguir um financiamento, o que é agravado pela falta de informação sobre essa gestão.

Em suma, o empreendedorismo deve ser incentivado. Assim, é essencial que o Ministério da Educação, juntamente com as escolas públicas e privadas, promova políticas públicas de estímulo à educação financeira. Isso pode ser realizado por meio do acréscimo de aulas dinâmicas, que abordem o tema, ao currículo de ensino escolar, a fim de que a população possa aprender a controlar suas finanças e receber esse encorajamento empreendedor. Nessa perspectiva, então, o desenvolvimento local poderá ser melhor observado.