A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 01/10/2021
O advento da globalização foi responsável pelos avanços tecnológicos nos meios de trabalho, facilitando e aumentando a produção. Nesse cenário, novas relações trabalhistas surgem e o empreendedor assume uma posição relevante no desenvolvimento de serviços. Diante desse contexto, o estudo empreendedor torna-se factual para a manutenção econômica do país. Além disso, tendo em vista as crises financeiras, o empreendedorismo em nível local é fundamental para o crescimento socioeconômico regional e nacional.
A princípio, é lícito afirmar que crescimento econômico de um país depende do seu nível de empreendedorismo. Tal afirmação é observada pela pesquisa realizada na Faculdade de Economia da USP que apresenta a relação entre organizações e empreendedorismo, de acordo com o nível de desenvolvimento nacional. Nesse sentido, os resultados revelam que quanto maior o nível de ações empreendedoras, maior o PIB per capta e menores são os níveis de desemprego. Dessa forma, o estudo empreendedor, no que diz respeito à evolução econômica do país, contribui para o desenvolvimento local, podendo facilitar o acesso a novas oportunidades.
Outrossim, é válido ressaltar que o cenário da pandemia do novo coronavírus, que segundo o IBGE elevou o número de desempregados para 14,8 mil, instaurando uma das mais severas crises financeiras dos últimos tempos, evidenciou a importância do estudo de ações empreendedoras para o desenvolvimento comercial. Pode-se mencionar a teoria da Lindália Junqueira, especialista em empreendimento, que cita a importância da sabedoria financeira em meio às crises para a inovação no mercado local. Nesse viés, o empreendedorismo é fundamental para o aprendizado administrativo, estimulando a criação de novos negócios e contribuindo para geração de emprego, sendo uma saída para possíveis cenários de retração financeira.
Em suma, é notório que o empreendedorismo e a educação financeira são fundamentais para a evolução econômica e social tanto do país quanto das cidades locais. Logo, é imprescindível que as instituições escolares, unidas ao Governo, realizem programas que estimulam o desenvolvimento do ensino financeiro e empreendedor. Tal proposta deve ser iniciada como matéria obrigatória e aplicada desde o ensino fundamental, promovendo seu estudo a partir dos menores, facilitando, futuramente, suas inserções no mercado de trabalho. Espera-se com essa iniciativa, que a economia do país permaneça estabelecida independente das crises.