A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 22/09/2021
No filme “O fundador”, produzido em 2016, é relatada a história da fundação e da globalização das franquias de “fast food” McDonalds, obra que explicita como o negócio de dois irmãos da Califórnia alterou profundamente as bases da economia americana até a contemporaneidade. Mediante ao exposto, ao observar o gritante impacto socioeconômico da iniciativa particular em uma região, constata-se a alarmante contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local. Por isso, graças ao potencial transformador da iniciativa individual em uma comunidade e à amplificação de oportunidades regionais, destaca-se o fundamental papel dessa atividade na sociedade.
Em primeiro plano, o poder de transformação socioespacial da atitude particular corrobora a conjectura. Nesse viés, no longa-metragem “O menino que descobriu o vento”, distribuído pela Netflix, William, morador de um vilarejo africano, que, em período de estiagem, devido à atitude própria, traz um sistema de irrigação alimentado por energia eólica à comunidade, evita a colheita escassa. Desse modo, a partir do momento em que a iniciativa individual contribui para manter a homeostase da sociedade, ao, como no cenário supracitado, evitar a fome, por exemplo, a atividade empreendedora fortifica a base do corpo social local e traz equilíbrio aos setores que o regem. Logo, graças ao potencial transformador da ação particular, o empreendedorismo se torna fulcral.
Ademais, a amplificação do alcance a oportunidades de ascensão socioeconômica legitima, ainda mais, o quadro. Nesse sentido, de acordo com a máxima do filósofo britânico Christopher Morley: “Não se converte um homem quando o reduzimos ao silêncio”. Dessa forma, no instante em que o acesso à mobilidade social não se mostra equânime em relação às condições espaciais, o caráter revolucionário e ampliador da prática empreendedora se torna um agente democrático e contribuinte para a manutenção da consistência da coletividade regional, a exemplo da Fundação Estudar, fundada por Jorge Paulo Lemann, que dá acesso a bolsas a instituições internacionais de ensino àqueles carentes. Assim, devido às contribuições advindas à atividade, é necessária a ampliação do processo.
Portanto, depreende-se que a questão da contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local vem à tona e precisa ser estendida. Sendo assim, grandes empreendedores, como Jorge Paulo Lemann, aliados às grandes mídias devem, por meio da promoção da prática empreendedora nos meios de comunicação, incentivar a criação de instituições em prol do desenvolvimento social regional, como cursos populares, por exemplo, a fim de democratizar o poder transformador da iniciativa individual e, dessa maneira, fazer com que a condição local se altere permanentemente, assim como relatado em “O fundador”.