A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 19/10/2021

No período da revolução industrial, houve um aumento significativo da população urbana nas cidades inglesas, visto que, a produção industrial e o surgimento de novas estruturas de produção econômica impulsionaram o êxodo rural e a concentração das pessoas ao redor do parque industrial. Em um contexto menos amplo, as atividades produtivas, ainda hoje, moldam uma concentração populacional e um crescimento na região, nesse sentido, é necessário analisar a contribuição do empreendorismo para o desenvolvimento local no Brasil. Além disso, é necessário enxergar o acesso limitado à educação financeira e o ineficaz apoio governamental como causadores de problemas relacionados ao tema.

É crucial ressaltar, em primeiro plano, a restrita acessibilidade à educação financeira no país. Para o filósofo alemão Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sob esse viés, infere-se que o crescimento cívico e econômico de uma população é fruto direto da base educacional dela, a qual molda alicerces fundamentais para avanços. Ao encontro disso, o difícil acesso ao ensino financeiro, no Brasil, constrói barreiras na geração de novos empreendedores, que por sua vez, ao não ingressarem ativamente na economia local desaceleram ou impossibilitam o desenvolvimento efetivo da região. Desse modo, é fato que o ensino de finanças precário resulta em uma nítida estagnação das regiões, pois o empreendedorismo é dificultado, diminuindo as relações políticas e econômicas que possibilitariam engrandecimento regional.

Em segundo plano, deve-se pontuar o ineficaz auxílio governamental no empreendedorismo nacional. Nesse panorama, o estadista elemão Goethe afirmava que a maior necessidade de um Estado é a de ter governantes corajosos. Sob essa óptica, desprende-se que os políticos brasileiros devem ser agentes ativos na garantia igualitária de direitos e oportunidades, dessa forma, o desamparo sofridos por diversos empreendedores, no Brasil, é consequência direta de uma passividade estatal, a qual gera desdobramentos não só no âmbito econômico, mas também no âmbito social, porque os empreendedorismos possibilitam diversas alternativas e oportunidades para a população local, por exemplo, a geração de novos empregos e o impulsionamento do desenvolvimento regional.

Infere-se, portanto, a necessidade de analisar a contribuição do empreendorismo para o desenvolvimento local no Brasil. Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Economia, setor governamental responsável pela manutenção e fiscalização da economia no país, desenvolva, por meio de campanhas e projetos incentivadores e de diálogos com a sociedade civil, um Plano Nacional de democratização da educação financeira e um Plano nacional de auxílio para os empreendedores brasileiros, os quais possam visar desenvolvimentos locais efetivos no Brasil.