A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 10/11/2021
Segundo Paulo Freire, “A Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Dessa forma, hodiernamente, apesar do empreendedorismo apresentar uma grande visibilidade dentre à sociedade, não está contido de forma ampla nas escolas. Logo, torna-se imprescindível a reestruturação pedagógica, bem como uma assistência governamental para sua eficácia e importância.
Em primeiro lugar, é notório que o empreendedorismo na escola se constitui em um dos grandes pilares para o aprendizado ser mais consistente. Nesse sentido, é lícito referenciar a obra “Pedagogia da Autonomia”, do patrono da educação brasileira, Paulo Freire, na medida em que destaca a relevância das escolas em fomentar não só o conhecimento técnico-científico, mas também a criação de uma ação tranformadora. Sob essa ótica, pode-se afirmar que a maioria das instituições de ensino brasileiro, uma vez que são conteudistas, não contribuem com o desenvolvimento de conteúdos inovadores para a aquisição de novas habilidades e de conhecimentos vitais e amplos para a formação pessoal e profissional dos estudantes.
Ademais, desde as primeiras civilizações, como a feudal, o monopólio do saber e conter eram dos senhores de engenhos, os quais faziam parte da classe alta, enquanto os camponeses detinham da classe baixa. Nesse víés, é evidente que a falta de conhecimento acerca do empreendedorismo é um fator preocupante, já que ocorre uma estratificação contínua e alarmante entre os indivíduos sobre os modos de empreender. Desse modo, o processo agrava o desenvolvimento e contribui para negligência estatal pois, apesar do conhecimento ser um investimento social e direito de todos, alguns não conseguem usufruir.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Ministério da Educação e Cultura (MEC), em conformidade com os três poderes, deve criar novos métodos pedagógicos, tal como informar à sociedade a respeito dos modos de empreender e dos seus benefícios, por meio de palestras em comunidades, e também por intermédio de projetos em instituições educacionais, a fim de formar cidadãos informados sobre seus direitos. Assim, o conhecimento se transformará e desenvolvimento de capacidade chegará para todos, conforme disse Paulo Freire.