A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 14/11/2021
“Não são as causas que mudam o mundo, mas sim a reação social diante delas”. Essa afirmação atribuída ao sociólogo Zygmunt Bauman, figura como um contraponto a conduta passiva da sociedade diante da importância do emprededorismo para o desenvolvimento local, já que é justamente o comportamente da habitualidade que carecem de meios para erradicar tal adversidade. Nesse sentido, fica claro que, tal quadro é decorrente da desvalorização das atividades empreendedoras no país. Desse mondo, não só a metodologia escolar ultrapassada, como também a exíguo suporte estatal aos empreendedores corroboram essa vicissitude.
Em primeiro plano, a metodologia escolar adotada no país contribui para a desvalorização do empreendedorismo. Nesse contexto, na música “Estudo Errado”, do célebre cantor Gabriel o Pensador, incentiva o desenvolvimento das escolas que fujam do tradicional. Sob esse prisma, as instituições educacionais priorizam o ensino tecnicista e não buscam promover o interesse dos indivíduos a buscar atividades empreendedoras, pois muitos jovens acreditam que após concluir os anos escolares deverão inserir-se no mercado de trabalho de forma rápida, todavia não é o que ocorre na prática. Nessa perspectiva, os cidadãos sentem-se despreparados e acabam por empreender de forma tardia e sem o preparo necessário para iniciar, o que tonifica um agravante social. Logo, enquanto o ensino tecnicista for a tendência, as atividades empreendedoras não serão plenamente valorizadas no Brasil.
Outrossim, o exíguo suporte estatal aos empreendedores contribui para a banalização da realização dessa atividade. Sob esse viés, conforme o livro “O Leviatã”, de Thomas Hobbes- “O Estado deve assegurar meios que proporcionem o progresso comum”. Contudo, a premissa descrita pelo autor não tem se reverberado na prática, uma vez que o poder público mostra-se indiferente no que tange em oferecer assistência as atividades empreendedoras no país. A exemplo disso, são as excessivas cargas tributárias impostas aos novos atuantes no mercado trabalho, segundo o qual dificulta a economia e desenvolvimento local. Dessa maneira, é ilógico pensar que, num país que se consagra desenvolvido, o empreendedorismo seja colocado em segundo plano.
Sendo assim, é necessário que seja valorizado a atividade empreendedora no Brasil. O governo, por meio do Ministério da Economia-órgão responsável pelas diretrizes econômicas- deve, viabilizar condições financeiras, como empréstimos a juros baixos, aos indivíduos que realizam essa atividade no país, com o fito de estimular o densenvolvimento do comécio. Ademais, estabelecer cursos gratuitos nos ambientes escolares com profissionais de marketing e economistas com ênfase em preparar aos indivíduos a iniciar essas atividades. Assim, será possível executar o proposto por Bauman.