A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 14/11/2021

A constituição Federal de 1988, promulgada com base nos Direitos Humanos, tem como objetivo primordial garantir o desenvolvimento nacional. Entretanto, a dificuldade que o empreendedorismo local enfrenta para se desenvolver contrasta essa máxima. Tal situação se deve, principalmente, à lacuna educacional e à omissão governamental. Diante disso, faz-se necessário analisar esses aspectos com o intuito de superar essa realidade.

Primordialmente, cabe pontuar a base educacional lacunar como influenciadora da questão. Relativo a essa proposição, segundo o físico e pensador Albert Einstein, a mente do cidadão ,a qual se abre a um novo conhecimento, reproduz verídicas mudanças sociais e jamais voltará ao seu tamanho inicial.Assim, a ausência de educação financeira nas escolas, que inclua noções básicas de empreendedorismo e de como lidar com finanças, tem como resultado indivíduos que desconhecem as melhores maneiras de administrar negócios, o que dificulta, demasiadamente, a ascensão de empreendedores locais. Dessa forma, ações são imprescindíveis para alterar o quadro do empreendedorismo local.

Outrossim, vale ressaltar a responsabilidade do governo no desenvolvimento do empreendedorismo.Sob essa ótica, de acordo com o filósofo contratualista Rousseau, é competência do Estado assegurar o aprimoramento social. Nesse sentido, a carência de investimento em políticas públicas, que incentivem as iniciativas populares na realização de atividades econômicas, contribui, fortemente, para a manutenção de um baixo número de empreendedores locais que prosperam, por não encontrarem o apoio necessário. Desse modo, uma intervenção torna-se substancial para conter os desafios do cenário hodierno.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por todo o sistema educacional do Brasil, inserir a educação financeira e empreendedora nas escolas, desde o ensino básico, por meio de aulas interdisciplinares, a fim de facilitar o desenvolvimento de empreendedores no pais. Além disso, o governo, instituição responsável pela concretização dos interesses públicos da comunidade, deve apoiar financeiramente o comércio local. Feito isso a realidade irá ao encontro do objetivo da carta Magna.