A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 16/11/2021
A constituição Federal de 1988, promulgada com base nos Direitos Humanos, tem como objetivo primordial garantir o desenvolvimento nacional. Entretanto, as dificuldades que empreendedorismo enfrenta para contribuir no desenvolvimento local vai de encontro a essa máxima. Tal situação se deve, principalmente, à lacuna educacional e à omissão governamental. Diante disso, faz-se necessário analisar esses aspectos com o intuito de superar essa realidade.
Primordialmente, cabe pontuar a base educacional lacunar como influenciadora da questão .Relativo a essa proposição, segundo o físico e pensador Albert Einstein, a mente do cidadão, a qual se abre a um novo conhecimento, reproduz verídicas mudanças sociais e jamais voltará ao seu tamanho inicial.Assim, a ausência de educação financeira nas escolas, que inclua noções básicas de empreendedorismo e de como lidar com finanças, tem como resultado indivíduos que desconhecem as melhores maneiras de administrar negócios, o que dificulta demasiadamente, a ascensão de empreendedores locais e, consequentemente, o desenvolvimento econômico da região. Dessa forma, ações são imprescindíveis para alterar o quadro do empreendedorismo e a sua influência na coletividade.
Outrossim, vale ressaltar a responsabilidade do governo no desenvolvimento local a partir da contribuição do empreendedorismo. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo contratualista Rousseau, é competência do Estado assegurar o aprimoramento social. Nesse sentido, a carência de investimento em políticas públicas que incentivem as iniciativas populares na realização de atividades econômicas contribui para a manutenção de um baixo número de empreendedores que prosperam. Essa conjuntura prejudica o progresso local, já que diminui drasticamente a quantidade de produtos e serviços oferecidos à população. Desse modo, uma intervenção torna-se substancial para conter os desafios do cenário hodierno.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por todo o sistema educacional do Brasil, inserir a educação financeira e empreendedora nas escolas, desde o ensino básico, por meio de aulas interdisciplinares, a fim de aumentar o número de empreendedores bem-sucedidos no país e por consequência facilitar o desenvolvimento local. Além disso, o governo, instituição responsável pela concretização dos interesses públicos da comunidade, deve apoiar financeiramente o comércio regional. Feito isso a realidade irá ao encontro do objetivo da Carta Magna.