A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 19/11/2021

A Agenda 2030 das Nações Unidas estabeleceu o comprometimento dos países em erradicar a pobreza e promover o desenvolvimento econômico. Nesse sentido, no Brasil, considera-se a prática empreendedora como importante agente para a consolidação desses objetivos. Por esse motivo, torna-se essencial discutir os benefícios disso para as localidades nacionais, bem como os desafios enfrentados pelos pequenos empreendedores brasileiros.

A princípio, conforme o economista Joseph Schumpeter, os empreendedores são a força motriz do crescimento da economia. Sobre isso, é válido destacar o impacto desses agentes na sociedade. Nesse viés, o filme “Joy: O nome de sucesso” exemplifica bem isso ao mostrar a trajetória da protagonista, a qual transforma a sua realidade e a de outras pessoas, com o desenvolvimento de sua empresa. Para além da ficção, similarmente, as atividades empreendedoras são relevantes meios de mobilidade social para empregados, empregadores. Além disso, elas valorizam o dinamismo econômico nas regiões, haja vista o característico papel inovador do empreendedorismo.

Contudo, observa-se, ainda, os desafios enfrentados, especialmente pelos microempreendedores, para a promoção dos benefícios supracitados. Sob essa ótica, segundo relatório do Monitor Global de Empreendimentos de 2019, destaca-se o fenômeno do “empreendedorismo por necessidade”, que não contribui significativamente para o desenvolvimento, principalmente das pequenas cidades. Essa forma de atividade é geralmente decorrida do desemprego, e caracterizada pela informalidade e precarização do trabalho. Dessa forma, fica nítida a necessidade de medidas que incentivem o crescimento dos pequenos negócios, visto que o Brasil tem uma taxa de informalidade próxima de 40%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Portanto, urge que o Ministério da Economia, principal responsável por investimentos nessa área, facilite o crédito para os empreendedores brasileiros, especialmente aqueles donos de pequenas empresas. Essa ação aconteceria por meio de destinação de verbas da União aos credores, com o fito de incentivar o crescimento econômico das cidades nacionais. Desse modo, as metas da Agenda 2030 serão alcançadas efetivamente e o Brasil terá mais agentes transformadores de realidades como Joy.