A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 19/11/2021

Para o sociólogo Durkheim, a esfera civil é um organismo vivo, isto é, só existe pleno desenvolvimento nacional com a integração entre os pertencentes do espaço público. Sob essa ótica, nota-se que, no Brasil, o empreendedorismo é fundamental para manter tal harmonia populacional, tanto pela potencial redução do desemprego, quanto pela importância do progresso social. Logo, é imprescindível que políticas públicas sejam implantadas, a fim de alimentar novos empreendimentos no país.

Nesse contexto, deve-se pontuar que, muitas vezes, o setor do empreendedorismo é responsável pelo crescimento da oferta de emprego nas cidades, visto que, conforme empresas crescem, por exemplo, novos trabalhadores são contratados. A esse respeito, o documentário ‘‘Vai que dá: A cara das startups brasileiras’’ evidencia tal realidade, pois parte dos empreendedores entrevistados afirmam que o crescimento do empreendimento é diretamente proporcional ao número de novos postos de trabalho. Em virtude disso, cidadãos saem do cenário de desemprego e, até mesmo, de certas condições de miserabilidade advindas da falta de oportunidades. Assim, é de suma importância que políticas contribuam para a existência de tais empreendimentos.

Além disso, vale ressaltar que o empreendedorismo nas cidades é, também, propulsor do desenvolvimento social, já que, diante do crescimento econômico, e esfera civil adquire poder de compra e, inclusive, melhora a qualidade de vida. Nessa perspectiva, o filme ‘‘Ser Tão Velho Cerrado’’ ratifica tal progresso social, pois aborda o cotidiano de comunidades quilombolas que, no centro-oeste brasileiro, modificaram suas condições socioeconômicas com empreendimentos, como a venda de artesanato e comidas típicas. Então, é perceptível a relevância de novas medidas que estimulem a comunidade pública ao empreendedorismo, no fito de romper com a estagnação social de muitos.

Portanto, é necessário que empreendimentos sejam valorizados no corpo nacional. Posto isso, cabe ao Ministério da Econômia - mecanismo difusor da hamornia pública - subsidiar empréstimos para os empreendedores que estiverem passando por crise financeira, por meio de verbas federais. Ainda, o auxílio fiscal será proporcional à renda líquida do empresário e o prazo para o pagamento será de 4 anos, a fim de assegurar que tais empreendimentos não entrem em falência e desempreguem seus funcionários. Ademais, cabe à União divulgar campanhas que incentivem o brasileiro à empreender. Feito isso, o organicismo de Durkheim será, de fato, evidenciado no país.