A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 20/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o empreendedorismo apresenta barreiras, os quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da base educacional lacunar, quanto da negligência governamental.

A princípio, é imperativo notar que os métodos da educação nacional potencializam a desvalorização do empreendedorismo. Posto isso, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o segredo do aperfeiçoamento da humanidade encontra-se na educação. Todavia, percebe-se o posicionamento ineficaz das instituições de ensino, sobretudo, por priorizar uma educação tecnicista, em detrimento da ministração de aulas e eventos que fomentem a impotância do empreendedorismo, o que acarreta na negligência e impedimento de acesso a esse conhecimento. Logo, é inadmissivel que as entidades educacionais continuem a corroborar com esse empencilho.

Outrossim, é igualmente preciso apontar a indiligência do Estado como outro fator que contribui para a manutenção do revés. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sóciologo Zygmunt Bauman, que as experiências como presentes na sociedade, mas sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, a sociedade carece de motivações para engajar na prática empreendedora, por conseqüência, desvalorizando a importância da atividade. Isso acontece devido ao cárater escassso da ação estatal, seja pela falta de campanhas midiáticas elucidando o empreendedorismo, seja pela falta de projetos que alterem a Base Nacional Comum Curricular, possibilitando o acesso ao conhecimento da prática empreendedora nas escolas.

Portanto, infere-se a necessidade de combater a desvalorização associada ao empreendedorismo. Para isso, é imprescindível que o governo federal, cuja função é manter a harmonia social, por intérmedio do Ministério da Educação, organize projetos estatais que altere a Base Nacional Comum Curricular, viabilizando aulas e eventos que abordem sobre as contribuições da atividade empreendedora para a economia nacional, a fim de formar cidadãos conhecedores desse trabalho. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, por meio de publicações midiáticas, elucidar a sociedade no que diz respeito a importância do empreendedorismo, com o intuito de fomentar a adoção e o conhecimento da prática.