A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 19/03/2022
A série “Baby Sitters Club” mostra o impacto econômico positivo da microempresa criada por cinco meninas, o “clube das babás". De modo contrário a ficção, apesar do empreendedorismo beneficiar a população- melhor qualidade de vida e mais oportunidades de emprego- no Brasil, os jovens não têm o seu espírito empreendedor estimulado e os indivíduos não recebem incentivos estatais para ingressar no meio. Nesse prisma, é notória a necessidade de medidas que ajudem a propagar as contribuições do empreendedorismo para o desenvolvimento local.
A princípio, destaca-se a falta de encorajamento ao sentimento empreendedor da parcela mais nova da população. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, no conceito de Habitus, o corpo social segue padrões impostos e naturalizados que são reproduzidos pelos indivíduos posteriormente. Nessa perspectiva, é evidente que a sociedade precisa ter o empreendedorismo inserido no seu cotidiano para que se torne um hábito, criando um ambiente que supra as necessidades da população, consequentemente aumentando o desenvolvimento da nação. Assim urge investir em formas de instigar brasileiros a empreenderem.
Ademais, a carência de incentivos do Estado é um empecilho para alcançar um cenário de empreendedorismo. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em 2021 mais de 3 milhões de micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais foram registrados, em maioria motivados pela pandemia do Covid-19. Esse levantamento mostra a crescente (além da “natural”), nos casos de empreendedorismo que requisita ajuda estatal financeira para auxiliar no crescimento dessas novas empresas. Desse modo, é preciso que o Estado promova meios monetários que ajudem a população a obter as contribuições do ato de empreender.
Depreende-se, portanto, a necessidade de adotar medidas que estimulem o empreendedorismo para que como resultado a sociedade possa alavancar. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação- órgão responsável pelas políticas educacionais do Brasil- promover campanhas socioeducativas nas comunidades, redes sociais e escolas, a fim de estimular a vontade de empreender nos jovens. Somente assim, os brasileiros poderão se aproximar da realidade dos seriados “Baby Sitters Club”