A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 11/06/2022

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), aproximadamente 50% dos empreendimentos realizados em território nacional notificam falência em seus primeiros cinco anos de funcionamento. Por conseguinte, os dados apresentados relacionam-se com duas problemáticas proeminentes no país: a banalização da figura empreendedora e a ambientalização desfavorável à prática de atividades econômicas locais.

Primordialmente, é necessário destacar o estigma associado ao arquétipo empresarial brasileiro, influenciado, em grande maioria, por padrões históricos do período industrial. Para o magnata americano Henry Ford, o empreendedor é responsável pela construção de riqueza em sua comunidade, uma vez que, graças ao seu ofício, geram-se empregos e renda, além de garantir a liquidez e a volatilidade mercantil. Assim, a classe torna-se fundamental para o desenvolvimento regional, sendo inadequada a sua malograda estereotipização.

Em acréscimo, a instabilidade econômica nacional e os altos índices inflacionários corroboram para a formação de um cenário infrutífero no âmbito empresarial. O historiador brasileiro Leandro Karnal, por exemplo, afirma a necessidade de o empreendedor arriscar e reinventar-se constantemente, sendo esse o único meio de assegurar sua manutenção. Portanto, os fatores citados afugentam a criação de novos negócios e inviabilizam a sua prática no Brasil.

Diante dessa situação, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para promover o aumento da prática empreendedorista no país e garantir o desenvolvimento econômico local, urge que o Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, formule isenções fiscais destinadas às micro e pequenas empresas, contribuindo para sua estabilidade e aprimoramento. Somente assim, será possível valorizar adequadamente esse importante grupo socioeconômico e formar um ambiente favorável ao seu crescimento.