A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local
Enviada em 27/09/2024
No livro a “educação moral, Durkheim afirma que os problemas sociais são resultantes de uma maneira coletiva de agir e pensar, no qual o alheamento da população promove a continuidade da desprezível realidade. À luz do disposto, pode-se correlacionar a obra e a realidade hodierna, tendo em vista os desafios para fomentar a valorização do comércio local. Nesse sentido, observa-se a mentalidade social vigente e a falta de investimentos como condicionantes preponderantes a este impasse.
A princípio, vale ressaltar a mentalidade social como fator agravante a uma circulação comercial dignificada. Referente a isso, Marx diz que as ideias da classe dominante são os pensamentos predominantes de uma época. Diante disso, tem-se a desvalorização do comércio local como consequência da manipulação midiática, que por meio de divulgações superestimada de produtos de corporações, popularizam a ideia de que apenas os grandes empreendimentos ofertam serviços e produtos de qualidade. Logo, evidencia-se um “sufocamento” do grande capital aos pequenos empreendedores.
Outrossim, é nítido a falta de investimentos como perpetuante do quadro de desapreço pelos negócios locais. Ante o exposto, Bauman conceitua “Instituição Zumbi”, segundo o qual algumas instituições, como o Estado, apesar de existirem, perderam sua função social. Dessa forma, observa-se desde a década de 90, com a ascensão do neoliberalismo, um Estado cada vez mais deficitário em políticas públicas, que visem melhorar as condições dos pequenos comerciantes.
Portanto, infere-se que o Governo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia, promova políticas voltadas aos pequenos comerciantes, por meio de projetos que utilizem da assecuridade financeira que o Estado pode oferecer direcionando verbas para financiar os negócios estabelecendo metas de vendas e fomentando a divulgação das empresas. Além disso, as parcelas dos lucros obitidos deverão ir para o custeamento deste projeto estatal como forma de imposto, visando atender as demandas e impedir a estagnação da economia local que tais empreendedores estão situados. Assim não haverá continuidade de uma realidade desprezível.