A contribuição dos avanços da medicina no tratamento de doenças

Enviada em 04/09/2019

Considerando os inúmeros séculos de existência humana, pode-se dizer que os avanços significativos da medicina ocorreram de forma bastante recente. Em menos de cem anos, a quantidade de remédios, vacinas e tratamentos criados geraram uma inigualável evolução científica no ramo da saúde, garantindo à população humana o aumento nas chances de cura e no tempo de vida. Nesse contexto, torna-se evidente a importância do asseguramento de meios que contribuam para a continuação de tais avanços. Afinal, qualquer descoberta ou criação que cure alguma doença será um passo significativo não apenas para um grupo de pessoas, mas para toda a população mundial.

Um grande marco que exemplifica a contribuição da medicina é a descoberta da Penicilina no início do século XX pelo médico Alexander Fleming. Ocorrida de forma totalmente acidental, uma placa de bactérias foi invadida por um um fungo, o qual pertencia ao gênero Penicillium e continha propriedades antibactericidas. Tal descoberta foi uma grande evolução para a humanidade, afinal, os doentes passaram a ter uma chance maior de cura ao invés de depender do próprio sistema imunológico para produzir igual efeito. Outros marcos que seguiram através dos anos foi a criação da vacina, a prevenção de doenças pelo material genético, precaução através de hábitos alimentares e, mais recentemente, o tratamento para o HIV.

O último revolucionou uma década marcada por um extenso números de mortes e infectados. Causada pelo contato com fluidos corporais, através do sexo sem preservativo, ou sangue contaminado, a AIDS é uma síndrome gerada por um vírus que atinge o sistema imunológico do doente, que acaba adquirindo outras doenças em seu corpo, sendo a mais comum a tuberculose. O tratamento é feito com uma grande quantidade de remédios, normalmente chamado de “coquetel”. Por ter infecção vertical, ou seja, passada de mãe para filho durante o parto, inúmeras crianças em países subdesenvolvidos nascem com tal síndrome e descobrem de forma bem tardia. Graças ao avanço tecnológico, a sinalização da doença pode ser feita de forma simples e caseira com a utilização de autotestes que detectam o HIV através da saliva, gerando mais controle na epidemia e um tratamento mais antecipado.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação reserve parte da sua verba para contribuir efetivamente na produção de pesquisas nas áreas mais diversas, principalmente o da saúde. Além disso, o governo deve criar ambientes que auxiliem em tais projetos, predispondo material, dados e instrumentos próprios para o trabalho laboratorial. Desta forma, além de favorecer a pesquisa em território nacional, estará também ajudando na melhora da saúde no mundo.