A contribuição dos avanços da medicina no tratamento de doenças

Enviada em 15/10/2019

A poliomielite é considerada uma das doenças mais temidas do século XX e causou deformidades em milhares de pessoas, principalmente crianças, até a criação de sua vacina, pelo médico virologista Jonas Salk, em 1955. Hoje, a poliomielite é considerada praticamente erradicada pela organização mundial de saúde (OMS). No contexto atual, os avanços da medicina no tratamento de doenças contribuem significativamente na melhora da qualidade de vida de pessoas portadoras de doenças incuráveis, além disso, o desenvolvimento acelerado de vacinas impedem o aparecimento de epidemias globais.

Em primeiro lugar, é imprescindível destacar que os avanços na criação de medicamentos representam uma esperança para pessoas que são afetadas por doenças que não tem cura. Por exemplo, o desenvolvimento dos coquetéis antirretrovirais para o tratamento do HIV, na década de 1980, permitiu que os portadores do vírus, além de se verem livres do risco de morte, pudessem ter uma vida normal e significou o inicio do fim do preconceito contra essa enfermidade. Dessa forma, faz-se mister o aumento dos investimentos em pesquisas médicas para o tratamento de doenças.

Em segundo plano, é imperioso salientar que os avanços da medicina para o tratamento de doenças é o principal fator que dificulta que patologias infecciosas e  parasitárias se espalhem e se tornem epidemias no mundo todo. Para ilustrar, durante o surto de peste bubônica que ocorreu na Eurásia nos anos de 1346 a 1553 estima-se que morreram 75 a 200 milhões de pessoas, o que na época representava um terço da população mundial. Contrastando com o exposto, o reaparecimento do vírus ebola  na lesta da África em 2013 reviveu a ideia de uma nova epidemia global, mas graças o avanço científico da medicina esse surto foi controlado e de acordo com a OMS inúmeras pesquisas estão em curso para encontrar a cura para essa doença. Nesse sentido, é notável a contribuição do desenvolvimento no tratamento de doenças para a perpetuação da espécie humana.

Depreende-se, portanto, a necessidade de reconhecer a importância dos avanços científicos no tratamento de doenças. Cabe ao Ministério da Saúde aumentar os investimentos em pesquisas médicas nas universidades federais e outras instituições como o Instituto Butantan e a Fundação Fiocruz. Tais verbas deverão ser advindas da captação de impostos de planos de saúde e hospitais privados. Esse projeto terá como objetivo diminuir o numero de doenças que assolam o Brasil e ainda não têm cura, como a dengue e chikungunya. Quiça, assim, a contribuição dos avanços da medicina sejam reconhecidos e uma população com mais saúde sejam alcançados a médio prazo.