A contribuição dos avanços da medicina no tratamento de doenças
Enviada em 17/06/2021
De 1994, a série “Emergency room” evidencia o cotidiano dos médicos e dos enfermeiros de um pronto socorro público de Chicago. À vista disso, ao se observar a infraestrutura do estabelecimento, é perceptível que, em quase 30 anos, a Medicina avançou bastante, uma vez que, naquela época, era possível ver máquinas cirúrgicas completamente analógicas, que, hoje, são digitais e dotadas de tecnologia. No entanto, em razão de uma educação deficitária e de uma forte pobreza que assola diversos países, os avanços medicinais não são oferecidos a todos os seres humanos.
Diante desse cenário, vale destacar que a baixa qualidade da educação é um grave fator ao contexto. Nesse viés, consoante Immanuel Kant — filósofo da pós modernidade —, o homem tem seu intelecto formado de acordo com o que lhe é ensinado. Sob essa lógica, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional. Sendo assim, no que tange à desinformação sobre a Medicina, verifica-se que a escola não cumpre o seu papel no sentido de prevenir e reverter os impasses coletivos, uma vez que não apresenta esse tema nas salas de aula. A exemplo disso, observa-se que muitas pessoas, por não terem conhecimento científico, acreditaram em uma gama de fake news e inicaram o tratamento precoce, com atibióticos, os quais combatem apenas bactérias, para se protegerem do coronavírus, o que pode, facilmente, abaixar os níveis das células de defesa e elevar as chances de arritimia cardíaca.
Ademais, é importante salientar que diversos países não têm acesso à saúde necessária para atender as necessidades do povo. Sob essa análise, em uma entrevista com o Dr. Dráuzio Varella, a enfermeira Marina Barardi, que trabalha no Médicos Sem Fronteiras (MSF), conta que, ao visitar alguns países da África, deparou-se com uma total escassez de recursos básicos à vida, como a falta de saneamento, o que provoca o surgimento de várias epidemias. Além disso, a maldade humana faz com que guerras aconteçam — geralmente, em países pobres —, o que, segundo a Enf. Marina, aumenta drásticamente os casos de traumas físicos e psicológicos. Assim, é incoerente que, mesmo sendo nação pós moderna, o não acesso à educação e à Medicina seja realidade em muitas partes do globo.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, enquanto regulador das práticas educacionais do país, ofereça um melhor ensino aos estudantes, mediante projetos de iniciação científica, ministrados por profissionais da saúde, que os estimulem a combater as fake news e a conhecer melhor o mundo da Medicina. Tudo isso, com o intuito de evitar automedicação, principalmente, sem comprovação científica. Por sua vez, a mídia, por meio das redes sociais, deve oferecer mais visibilidade aos projetos humanitários, como o próprio MSF, com o objetivo de fazê-lo conseguir arrecadar mais fundos. Dessa forma, espera-se que o avanço da Medicina no tratamento de doenças seja mais acessível a todos.