A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/11/2025
Milton Santos, ilustre geógrafo brasileiro, defendia uma cidade mais inclusiva e menos desigual, principalmente na questão do deslocamento urbano. Em contrapartida, no Brasil, essa realidade se faz pouco presente nos cenários dos grandes centros populacionais. Nessa concepção, é oportuno destacar como principais causas dessa problemática: a falta de políticas públicas eficazes e o crescimento desordenado das cidades.
Em primeiro plano, a escassez de políticas públicas eficazes no controle inclusivo da mobilidade urbana figura como substancial causa de determinado revés. Sendo assim, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que a falta de investimento público em transportes coletivos e na infraestrutura das estradas colabora para o agravamento de focos de congestionamento urbano. Conforme o exposto, a omissão do poder público frente a crise na mobilidade urbana contribui para a exclusão de comunidades periféricas, visto que dificulta seu acesso a áreas centrais das cidades. Como consequência, observa-se o aumento da exclusão social e urbana. Dessa maneira, é preciso uma rápida intervenção do Estado na resolução desse problema.
Ademais, o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos configura-se como causa adicional desse problema. Concernente ao tema, Henri Lefebvre defendia que todas as pessoas devem ter pleno acesso a vida urbana, incluindo mobilidade metropolitana inclusiva, entretanto, o crescimento caótico das cidades exclui os indivíduos desse direito. Concernente ao tema, a priorização pessoal por transporte individual contribui para a crise de mobilidade urbana, dado que aumenta o número de veículos nas estradas e rodovias. Consequentemente, é notório o aumento do fluxo de carros particulares nos grandes centros urbanos, dificultando a mobilidade e aumentando a poluição. Dessa forma, é indispensável uma ligeira mudança desse cenário urbano vigente.
Portanto, cabe ao Estado, responsável por assegurar o bem-estar da população, promover, por meio do Ministério da Educação e do Desenvolvimento Urbano, campanhas de conscientização, obras e investimento em transporte coletivo, visando reduzir o número de congestionamentos e o fluxo urbano intenso.