A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/10/2026
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve a ampliação do transporte rodoviário no Brasil para facilitar o escoamento da produção de commodities, o que causou uma dependência dos carros para a locomoção. Nesse contexto, o uso excessivo de automóveis e o êxodo rural provocaram uma crise na mobilidade urbana devido ao aumento da frota de veículos e de pessoas em movimento. Dessa forma, cabe analisar a inércia governamental e a influência midiática como fatores que perpetuam essa problemática.
Diante desse cenário, é válido ressaltar o descaso estatal como um fator que intensifica a precariedade da mobilidade nas cidades. Acerca disso, a Constituição Federal de 1988 definiu que é dever do Estado garantir o bem-estar de toda a nação. Entretanto, essa responsabilidade não é frequentemente cumprida, visto que a dificuldade em trafegar pelas ruas e avenidas evidencia a insuficiência de medidas governamentais para assegurar o deslocamento seguro da sociedade no ambiente urbano. Isso ocorre porque faltam investimentos para melhorar os transportes públicos e a infraestrutura das cidades, a exemplo das vias com alto tráfego de carros e pessoas. Como consequência, a crise da mobilidade urbana tende a continuar avançando por um longo período.
Além disso, é importante destacar como a mídia influencia a manutenção desse cenário. Sob essa ótica, Guy Debord, em A Sociedade do Espetáculo, defendeu que as pessoas são influenciadas pelas representações midiáticas. Nesse sentido, a ausência de uma abordagem acerca das consequências do agravamento da crise da mobilidade urbana, como o aumento do tempo necessário para se locomover até o trabalho, dificulta a conscientização coletiva. Tal fato decorre da falta de canais que busquem orientar a população, o que proporciona a continuidade da compra excessiva de veículos e uma menor fluidez no trânsito.
Portanto, são necessárias mudanças para garantir uma mobilidade urbana sustentável. Para isso, o Ministério das Cidades, órgão responsável por coordenar as políticas públicas da área urbana, deve realizar um replanejamento dos municípios e conversar com a população, por meio de palestras, com o objetivo de melhorar o tráfego pelas ruas e avenidas das cidades.