A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/10/2019
A Constituição Federal (CF) de 1988 estabelece a liberdade de locomoção como um direito fundamental do cidadão. Entretanto, a sociedade brasileira enfrenta uma crescente crise na mobilidade urbana, impossibilitando o pleno exercício dessa garantia constitucional. Nesse sentido, é importante ampliar as políticas públicas de gestão do tráfego, bem como incentivar a utilização de meios de transportes coletivos.
A princípio, uma das principais causas da crise é a ineficácia do poder governamental nas ações relacionadas ao trânsito. Assim, de acordo com a notícia publicada pelo portal de Correio, em 2015, a mobilidade no Brasil corria o risco de entrar em colapso até 2023. Nesse sentido, de maneira inerte e irresponsável, os governantes ainda atrasaram o andamento de obras como a dos corredores do BRT - ônibus rápidos -, fragilizando o tráfego nas grandes cidades. Consequentemente, é inviável superar esse problema sem uma maior efetividade das medidas governamentais.
Somado a isso, é fundamental estimular a maior utilização dos veículos coletivos na pela população. Sendo assim, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), em 2015, informou que cerca de 85% das pessoas utilizariam transportes coletivos que estivessem de acordo com um padrão de qualidade almejado. Contudo, descontentes com os serviços ofertados pelo governo, grande parte da população opta, de maneira egoísta e irresponsável, por utilizar transportes particulares. Por conseguinte, os gestores públicos são responsáveis por essa realidade.
Portanto, para minimizar a crise da mobilidade, o Estado, através do Ministério da Infraestrutura, deve ampliar o investimento orçamentário na política de locomoção. Assim sendo, por meio da criação de um programa de planejamento urbano, será possível enfrentar, de maneira ativa, esse obstáculo. Dessa maneira, tais medidas devem incluir: ampliação da frota de transportes coletivos, duplicação de rodovias, construção de ciclofaixas e a intensificação da segurança. Com isso, espera-se diminuir esses impactos negativos na sociedade e alcançar o que diz a CF/88.