A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/10/2019
Apesar de o direito de ir e vir no Brasil ser assegurado aos seus cidadãos na Constituição Federal de 1988, a mobilidade urbana está cada vez mais prejudicada. Essa crescente crise na mobilidade tem relação com a falta de qualidade dos transportes públicos e também com a concentração de industrias em alguns locais. Dessa forma, crê-se que a cultura de compras de veículos e o aumento da população nas médias e grandes cidades são os principais motivos para essa problemática.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer que a cultura de compra de veículos no Brasil fez com que a crise na mobilidade urbana crescesse. Essa cultura tornou-se real porque a péssima qualidade dos serviços prestados pelas empresas de transportes públicos, como os atrasos constantes e defeitos em seus motores, por muitos anos, provocaram transtornos à sociedade e despertou a necessidade de ter um automóvel. Assim, para comprovar essa situação, um estudo do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito) mostra que em 2017 existia um carro para cada quatro brasileiros. Partindo desse ponto, a crise na mobilidade se deu porque apesar do aumento nas frotas de veículos, as cidades brasileiras não estavam preparadas para essa mudança, ou seja, não teve um aumento consideravel de novas ruas e viadutos.
Ademais, o continuo aumento da população brasileira nas médias e grandes cidades também acarreta vários problemas à mobilidade urbana. O aumento populacional nesses locais está diretamente relacionado com a concentração de renda e de industrias, pois à procura de empregos, as pessoas se mudam para essas regiões. Essa situação gera grandes problemas, pois aumenta o número da frota de automoveis e problemas, como o trânsito em horário de pique e maiores chances de ocorrer um acidente. Por essa razão, algumas cidades, como São Paulo adotaram o rodízio de carros, ou seja, algumas placas não podem circular na cidade por um determinado tempo, para que as margens de chances de acontecer os problema citados sejam menores.
Infere-se, portanto, que mudanças são necessárias para melhorar a crise na mobilidade urbana no Brasil. Primeiro as prefeituras municipais devem melhorar os transportes públicos. Para que isso seja feito, faz-se impotante um incentivo financeiro por parte do Governo Federal às prefeituras municipais para que possam contratar novas empresas de ônibus e motoristas. Dessa maneira, as pessoas deixaria de usar, na maior parte do tempo, os transportes privados, pois os públicos seriam mais eficazes. Além disso, também com o incentivo financeiro do Governo, as prefeituras devem construir nessas cidades novas ruas e viadutos para que exista novas rotas para os veículos e pararem de fazer os rodizios de placas. Isso porque, o trânsito deixaria de ser um problema.