A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 17/10/2019
“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Na música “que país é esse”, Renato Russo faz uma reflexão da realidade vivida no país com tantos problemas. Nesse contexto, a mobilidade urbana no Brasil se enquadra como um dos problemas a ser vencido diante do caos enfrentado diariamente por vários brasileiros. Assim, há dois fatores que não podem ser negligenciados e que afetam diretamente a qualidade de vida de todos, como o aquecimento global e os motivos que levam as pessoas a aderirem o transporte particular.
Antes de tudo, cabe ressaltar que a enorme quantidade de veículos que trafegam nas ruas é motivo de preocupação para os ambientalistas do mundo todo. Comprova-se isso por meio de dados divulgados pela Revista Verde, em que na última década o número de CO2 lançado na atmosfera aumentou mais de 120%. Esse fato é explicado, em boa parte, pelo uso excessivo de veículos. Dessa forma, um dos caminhos para melhorar a qualidade de vida é conscientizar as pessoas a usarem o transporte coletivo.
Outro aspecto relevante que merece destaque, são os obstáculos encontrados para utilizar o transporte público. ‘‘O importante não é viver, mas viver bem’’, disse o filósofo Platão sobre a qualidade de vida e tal situação pode ser ilustrada em ônibus, principalmente nos grandes centros urbanos, que vivem lotados, sem um mínimo de comodidade, com isso, encontram no transporte particular a qualidade de vida defendida pelo filósofo.
Diante do exposto, é fato que todos sabem da situação vivida no trânsito do país. Destarte, é interessante que a mídia, como elemento persuasivo, aborde esse tema por meio de campanhas publicitárias com o fito de incentivar a população da importância do uso do transporte coletivo e dos benefícios dessa prática. Ademais, o Ministério da Infraestrutura, em parceria com a esfera municipal, deve subsidiar verbas para melhorar a qualidade do transporte público e, assim, aumentar o uso deste meio.