A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 29/10/2019

Na sociedade contemporânea, é de interesse comum discutir acerca da mobilidade urbana nas cidades brasileiras, as quais enfrentam um risco de colapso iminente em sua desenvoltura. O inchaço populacional, aliado ao mau planejamento e questões culturais, demonstram os primeiros sintomas de uma crescente crise nas ruas das grandes áreas urbanas nacionais. Adendo, a facilidade de adquirir bens, por meio de crediários, por exemplo,  do brasileiro aumentou tornando a quantidade de carros elevada e incompatível com a capacidade de fluxo das ruas em certos horários.

Sabe-se que o número de carros aumentou, e continua crescente, de maneira considerável em todo o país. Assim, facilidade em conseguir crédito para tirar um veículo da loja, acrescida da política rodoviária — desde o governo JK, fomentando o “modo americano de viver” — são fatores determinantes para o sucesso de vendas. Assim sendo, o espaço geográfico brasileiro, segundo um infográfico do grupo Globo, chegou a marca de um carro para cada habitante.

Além disso, a questão cultural impacta diretamente na questão da mobilidade urbana brasileira. O carro é visto como um sinônimo de status e ascensão social, logo, é um objetivo de vida para muita gente, uma Ação Social, segundo Max Weber, onde os indivíduos são coagidos a agirem de modo conjunto e realizar uma ação, neste caso, a compra de automóveis para se sentirem inclusos e aceitos socialmente. O impacto desse pensamento fica evidente nas ruas em horários de pico, cada um com seu carro, ocupando espaços consideráveis.

Dado contexto, é correto afirmar que a questão da mobilidade urbana brasileira é uma mescla de problemas de infraestrutura, planejamento e de cultura. Portanto, uma medida interessante, visando diminuir paulatinamente os problemas, seria o incentivo ao transporte público. Parcerias entre ONGs e o Estado em prol de conscientizar que, um espaço ocupado por um carro, pode levar muito mais pessoas em um ônibus. Ademais, o planejamento das novas urbanas áreas urbanas que surgirão — ruas mais largas, por exemplo — e investimento no transporte público, podem ter respostas positivas e conquistar adeptos a largar o carro particular.