A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/10/2019
No governo de Juscelino Kubistchek foi criado um plano desenvolvimentista para a construção de rodovias, além do massivo investimento na indústria automobilística, essas medidas acarretaram em uma explosão de carros próprios no Brasil que tem como consequência a falta de mobilidade urbana no país. Essa problemática é fomentada pela baixa quantidade de outros modais de transporte no território, fator que gera diversos problemas ambientais pela emissão de gases dos motores de automóveis.
Nesse contexto, é valido ressaltar, em primeiro lugar, a falta de modais de transporte como grande precursor da falta de mobilidade. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DETRAN), uma em cada quatro pessoas tem carro próprio, esse dado é resultado da falta de investimento governamental em outros tipos de locomoções, uma realidade que ‘’obriga’’ a população se locomover com automóveis. Somado a isso, de acordo como o site ‘‘G1’’ apenas 1% do transporte brasileiro é voltado a meios alternativos como ciclovias, ou seja, sem o apoio, infraestrutura e incentivo por parte do Estado as pessoas não mudarão o hábito de locomoção atual e a crise persistirá.
Ademais, a partir do pensamento do filósofo utilitarista, John Stuart Mill, na sua máxima da maior felicidade, o ser humano deve agir para um bem coletivo, tanto para sociedade atual como futura. Nesse sentido, tendo em vista que o grande número de carros aumenta a emissão de gases efeito estufa, como o gás carbônico, como diz o site ‘’Ecycle’’ e que esse está aumentado à temperatura do planeta, gerando problemas atuais e ainda maiores no futuro se não for ’’freado’’, a importância de intervenções é urgente. Assim, o Estado deve agir de forma a diminuir o contingente de automóveis, já que de acordo com a constituição de 1988 no artigo 255, todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Logo, se torna explicita a necessidade da intervenção governamental para resolver o problema.
Destarte, tendo em vista a crise da falta de mobilidade urbana no Brasil medidas devem ser tomadas para conter e resolver essa situação. Desse modo, urge que o Ministério da Infraestrutura, órgão governamental apto a resolver problemas do âmbito de transportes, deve construir ciclovias, espaços para o uso de patinetes, patins, skates e ampliar os locais de movimentação de pedestres, por meio de parcerias com as prefeituras de todos os municípios do território, a fim de que a população utilize outros meios de locomoção, como bicicletas, e assim diminua o problema de mobilidade e cumpra a máxima do Stuart Mill.