A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 28/10/2019
Desde 1950, devido ao crescimento desenfreado do número de pessoas nas cidades do Brasil, causado pelo processo de industrialização promovido pelos presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, a mobilidade urbana mostra-se falha e insuficiente. Com isso, um caminho para combater essa problemática, seria o incentivo à um replanejamento de municípios, que facilite o percurso das pessoas, de forma a dar prioridade aos pedestres e não aos carros, melhorando não só a infraestrutura das ciclovias, como também investindo em aprimoramentos no transporte coletivo.
Em primeiro âmbito, a necessidade de uma maior atenção para a qualidade das ciclovias do país explica um dos motivos pelos quais as pessoas evitam tal opção, a má conservação, rachões, obras inacabadas e obstáculos durante a caminhada ilustram a dificuldade do percurso. Por isso, ao analisar a nação holandesa, famosa pela excelente infraestrutura e exemplar mobilidade urbana, segundo o jornal Nexo, em 2017, 34% dos deslocamentos em até 7,5 km são feitos de bicicleta, enquanto no Brasil, apenas 4%. Assim, nota-se que o descaso dos governantes com essas vias influência na perca de tempo e no estresse gerado pelos congestionamentos, de forma que tal intercâmbio de informações mostra-se saudável para a população brasileira.
Já em segunda análise, a precariedade do transporte público gera uma rotina desgastante para os indivíduos, o que influencia no desejo de conquistar seu próprio carro, no intuito de ter mais conforto e segurança. Em consequência disso, segundo um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em 2018, 58% dos entrevistados afirmam optar por coletivos caso haja melhorias e 80% se diz insatisfeito com a qualidade deles. Com isso, o descontentamento da sociedade e a necessidade rápida de mudanças no intuito de otimizar o dia-a-dia dos brasileiros, revela a necessidade de uma atitude para solucionar essa problemática.
Em síntese, o replanejamento urbano focado no conforto do pedestre com o objetivo de não incentivar o uso de carro revela-se uma solução para a crise na mobilidade dos municípios. Logo, faz-se necessário o incentivo do uso de bicicletas ao publico infantil, em uma parceira das escolas com o Ministério do Transporte, por meio de passeios mensais com as crianças e jovens em praças públicas para que com o aumento de usuários, naturalmente, passe a ser demandado a criação de legislações para eles. Além disso, o investimento, pelo Governo Federal, em coletivos deve ser feito por meio do aumento da frota de ônibus e a redistribuição de impostos, retirando parte dos que estão inclusos nas passagens dos ônibus e transferindo para os carros, barateando as passagens, a fim de melhorar a mobilidade urbana.