A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 27/10/2019

Segundo John Locke, filósofo inglês do século XVII, é dever do Estado garantir e expandir os direitos a todos os cidadãos. No entanto, a mobilidade urbana apresenta-se como um grande desafio a ser enfrentado na sociedade brasileira, principalmente a parcela mais carente da população, por conta da péssima qualidade do transporte público. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para reduzir essa problemática.

De acordo com o canal televisivo Globo News, recentemente, uma companhia de ônibus foi denunciada em Porto Alegre, devido ao desrespeito com os horários estabelecidos e a má qualidade dos veículos. Esse fato, lamentavelmente, ocorre com frequência no país, prejudicando principalmente os cidadãos mais pobres, que necessitam dessa alternativa para se locomover na cidade.

Em consonância, o transporte público municipal de Florianópolis aumentou o valor da passagem para 4 reais em 2018, segundo o portal de notícias G1. Isso, infelizmente, é recorrente em varias partes do Brasil, que apesar dos cidadãos pagarem um alto custo para obter o serviço prestado, esse dinheiro não é investido na melhoria dos veículos.

Dessa forma, seguindo o ideal proposto por John Locke, os governos estaduais e municipais por meio das secretarias de transporte devem não só ampliar a fiscalização, mas também multar as empresas rodoviárias que não cumprirem os pré-requisitos de qualidade estabelecidos. Essa atitude possibilitaria a melhoria da mobilidade urbana, principalmente da parcela mais necessitada da sociedade brasileira.