A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 27/10/2019
A partir do século XVIII, surgiu na Europa um movimento intelectual, o Iluminismo, baseado nos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. No entanto, quando se observa a crescente crise na mobilidade urbana brasileira, percebe-se que esses ideais não estão sendo postos em práticas, tornando-se uma questão a ser discutida em todas as instâncias da sociedade. Nesse sentido, o alto fluxo de veículos automotores privados e a má administração pública configuram-se como um grave problema social.
Sob esse viés, o alto fluxo de veículos particulares impulsionam essa adversidade. Com o desenvolvimento econômico e industrial ao passar dos anos, a crescente compra de veículos automotores para locomoção pendular, quer seja a trabalho, estudo ou lazer apenas aumenta, o que ocasiona um grande acervo desses veículos, prejudicando a mobilidade urbana. Algo deplorável, tendo em vista que o uso desse transporte particular além de expelir os gases que são criados depois da queima nos cilindros, que é prejudicial ao meio ambiente, também provoca um maior trânsito nas rodovias brasileiras, dificultando a locomoção diária.
Além disso, a má administração pública influencia essa problemática. De acordo com o filósofo suíço Rousseau, essa situação configura-se como uma ruptura do contrato social, já que o governo não garante o bem estar social. É inadmissível, já que há uma grande arrecadação do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) que deveria ser usado para a manutenção das rodovias mas não é, fora isso o direito à mobilidade é falho, pois as pessoas mais pobre e minorias não tem acesso ao mesmo, haja vista que não há segurança nas ruas e nem infraestrutura cabível para a locomoção de deficientes como cadeirantes.
Para que os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade sejam postos em prática, é fundamental que o governo invista mais em transportes coletivos e na infraestrutura tanto dos veículos comunitários, quanto das rodovias e cidades, por meio da maior fiscalização do poder executivo e de incentivos para a não utilização do transporte particular. Espera-se com isso, a diminuição e maior segurança no trânsito, menos poluentes para o meio ambiente e qualidade no deslocamento público por meio de veículos automotores possibilitando o acesso as minorias.