A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 26/10/2019
Como citado por Rousseau, em O contrato social: “Não sendo um fruto de todos os climas, a liberdade não está ao alcance de todos.” Nesta, esta uma explicação filosófica acerca das liberdades, no que diz respeito também ao direito de ir e vir dos indivíduos. Contudo, a crescente crise da mobilidade urbana brasileira, aponta graves fatores, tais como: a baixa qualidade dos serviços de transporte coletivo e a falta de infraestrutura urbana da cidade. Por conseguinte, o descolamento dos indivíduos esta cada vez mais restrito.
Como exemplifica Rousseau a situação de aprisionamento derivada da falta de liberdade, no Brasil, é causada pela ausência de organização governamental e conscientização popular, que não cooperam coletivamente para melhoria da mobilidade nas cidades. Em vista disso, a flexibilidade de transportes é interrompida e as cidades sofrem com grandes congestionamentos.
Embora o o governo brasileiro trabalhe a favor da mobilidade urbana, com o estabelecimento do rodízio entre carros, determinados pelo número da placa do veículo essa medida não se revelou eficaz, visto que, alguns indivíduos compraram um segundo automóvel com número distinto, a fim de continuarem a usar o veículo privado. Assim, é necessário melhores transportes públicos nas ruas que contribuam na estimulação da redução dos veículos privados, além da conscientização dos indivíduos acerca da melhoria no tempo deslocamento.
Em consequência do uso exacerbado de veículos e segundo dados do Observatório das Metrópoles, enquanto a população brasileira aumentou 12,2%, o número de veículos registrou um crescimento de 138,6%. Logo tornam-se inviáveis quase todas as medidas para a garantia de um sistema de transporte mais eficiente.
Portanto, a questão da crise na mobilidade urbana deve ser enfatizada. De início, cabe ao Governo Federal, sob a coordenação do Ministério das Cidades, investir em politicas publicas que ajudem no estímulo aos transportes coletivos públicos, através da melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito focado na circulação desses veículos. Além disso, o incentivo à utilização de bicicletas, principalmente com a construção de ciclovias e ciclofaixas.