A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 26/10/2019
No governo de Juscelino Kubitschesck, houve a implantação da indústria automobilística e junto veio uma cultura de aquisição do bem, com o decorrer dos anos, ao fazer uma análise da sociedade verifica-se um aumento na escolha dos transportes individuais. Acarretando o problema de mobilidade urbana, que de maneira direta afeta a qualidade de vida e saúde da população brasileira. Podemos então associar isso aos baixos investimentos em meios de coletivos, á precariedade de serviço e sua má qualidade.
Em primeiro lugar, vê-se o baixo investimento na ampliação dos transportes coletivos, dificultando sua utilização por um número maior de pessoas. Segundo uma pesquisa da Associação Nacional de Transportes públicos, o usuário do transporte coletivo percorre maiores distâncias e perde mais tempo no trânsito, tem-se também a má condição dos veículos, em estado precário e, na maioria das vezes com excesso de pessoas.
Em consequência disso verifica a insatisfação, justificada de seus usuários, que muitas vezes pagam valores altos nas passagens para poder desfrutar de um serviço de péssima qualidade, impactando na queda do uso dos veículos coletivos, que caíram 30% nos últimos 10 anos, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Implicando assim o aumento de uso do meio individual, que consequentemente com mais veículos nas ruas pioram os engarrafamentos e a qualidade de vida de seus cidadãos.
Portanto. medidas são necessárias para resolver o impasse. A secretária dos transportes públicos de cada município deve fazer um planejamento para investimentos de ampliação de seus diversos meios de transporte coletivo com o objetivo de atender a população de forma mais homogênea e também a melhoria da infraestrutura de seus veículos, tendo em vista a qualidade e segurança de seus serviços. Dessa forma a sociedade brasileira terá uma opção de transporte digna, contribuindo para o fim do problema da mobilidade urbana.