A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 27/10/2019
Na Revolução Industrial do século XVIII, surgiram os primeiros veículos movidos a carvão, com o passar das décadas e a modernização tecnológica os veículos tornaram-se mais numerosos. Hodiernamente, o Brasil enfrenta uma crise crescente na mobilidade urbana. Isso deve ser enfrentado, uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 garante a todo o cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente. Em face ao exposto, dois aspectos fazem-se relevantes: a baixa qualidade do transporte público e o elevado número de automóveis.
Em primeira análise, é lícito postular que a falta de investimentos no transporte público é uma justificativa dos cidadãos para optarem pelo transporte individual. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBOPE, cerca de 83% dos entrevistados priorizariam o transporte coletivo, desde que este atendesse as expectativas. Entretanto, vê-se no Brasil a carência de uma infraestrutura adequada no transporte público, o elevado valor das passagens e a superlotação. É fundamental, portanto, que as concessionárias de ônibus invistam na atualização da frota e elevem o número de veículos disponíveis. Outrossim, é importante ressaltar que durante o governo de JK, houve um excessivo engrandecimento do transporte individual, tal fato resulta na contemporaneidade, na utilização do automóvel como símbolo de status. Consoante o site G1, há no Brasil um carro para cada 4,8 habitantes, tal fato é alarmante, visto que a frota cresce significativamente a cada ano. Ademais, o elevado número de automóveis em circulação prejudica o meio ambiente. Destarte, faz-se necessário informar o tecido social dos efeitos negativos do alto índice carros.
Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse.Como forma de garantir isso, o Ministério dos Transportes, em parceria com as Secretarias dos Transportes Metropolitanos de cada estado, deve desenvolver um projeto para ampliar a quantidade de ônibus e linhas de metrô nos estados, por meio de investimentos financeiros, com o objetivo de diminuir a utilização do transporte individual e promover o bem-estar da população. Dessa forma, poder-se-á garantir o que está previsto na Constituição Cidadã e promover a equidade social.