A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 28/10/2019

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual é definida pela ausência de conflitos. No entanto, a realidade contemporânea, infelizmente, está distante dos ideais do autor, haja vista a crescente crise da mobilidade urbana brasileira. Esse trágico cenário é originado pelo transporte rodoviário ser o de maior utilização no país, bem como pelo descaso do Governo com os transportes públicos. Diante disso, é primordial a discussão desses aspectos, a fim de mitigar o impasse.

De início, cabe ressaltar o governo de Juscelino Kubitschek como principal responsável pelo transporte rodoviário ser o mais utilizado no Brasil. Com a meta de promover a indústria automobilística, o presidente priorizou os meios individuais rodoviários e deixou de investir em ferrovias e metros. Isso trouxe como consequência o elevado tráfego nas grandes cidades.   Outrossim, conforme Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Todavia, no país, o Governo não promove melhorias que facilite o fluxo de veículos, visto que os transportes públicos apresentam superlotação e seus usuários gastam muito tempo até seus destinos. Dessa maneira, os brasileiros optam por utilizar carros, o que aumenta o tráfego de automóveis.

Destarte, com o escopo de diminuir o tráfego, cabe a Mídia, por meio de cenas que retratem as melhorias ocasionadas pela não utilização de veículos individuais como forma de locomoção diária em novelas de televisão aberta, mostrar a importância da utilização de transporte coletivo. Ademais, urge que o Governo promova melhorias na infraestrutura dos meios públicos, por intermédio de criação de faixas destinadas somente para transporte coletivo, para que os veículos gastem menos tempo no trajeto e possa atender um maior número de pessoas. Assim, o problema da mobilidade urbana será atenuado e a sociedade brasileira se aproximará da Utopia de More.