A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 28/10/2019
Conforme costa no poema do modernista Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga, a crise na mobilidade urbana, no Brasil, manifesta-se como um empecilho social. Nesse viés, fatores sociais e econômicos auxiliam no crescimento desse panorama, visto que não há uma ação governamental (efetiva) que mude o fato suprarrelatado. Assim, averigua-se entraves nas zonas da terra verde e amarela.
A princípio, é incontestável que os padrões modernos corroboram para o aumento da problemática. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, o homem está aprisionado a liquidez e a efemeridade, logo, a busca pela modernidade, na mobilidade, revela-se no aumento constante de veículos. Outrossim, de acordo com o G1, as indústrias automobilísticas, por meio do “marketing”, relacionam o transporte motorizado individual como mais vantajoso, alienando as comunidades.
Ademais, é incontestável que a carência infraestrutural dos transportes coletivos contribui para os desafios. Nessa perspectiva, segundo o físico Issac Newton: “Toda ação, gera uma reação”, desse modo, a crise na mobilidade urbana, é sequela da falta de planejamento econômico sustentável que garanta o direito de ir e vir de cada cidadão. Dessa forma, o baixo investimento nos transportes públicos de qualidade interfere na escolha, populacional, do não uso do deslocamento coletivo.
Mediante ao exposto, portanto, a retirada do pedregulho faz-se fundamental para sociedade. Para isso, urge o Ministério Nacional (por representação popular), promover nos estados brasileiros com maiores índices desafiadores, como São Paulo e Rio de Janeiro, campanhas publicitárias, via “web”, que incentivem o transporte público, por meio da quebra idealizadora do individualismo motorizado e do aprimoramento dos serviços de mobilidade pública, com a finalidade produzir a fluidez no trânsito brasileiro. Dessa maneira, a via será liberada pela mudança do curso do país frente ao problema apresentado.