A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 29/10/2019
Desde o início da Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, e posteriormente, com o advento tecnológico, surgiu a criação de produtos e meios de serviços. Nesse sentido, a invenção do carro trouxe, ao século XIX, uma ascensão à capacidade móbil. Contudo, tal mobilidade, emerge ao século vigente acentuado fluxo com detrimento à sociedade, seja por consumismo exacerbado, seja por falta de consciência ambiental.
É indubitável afirmar, em primeiro plano, que o consumismo está atrelado as causas dessa problemática. A oferta de bens de consumo, os baixos juros e as facilidades de pagamento, atribui facilidade para o consumismo. Com isso, nota-se, a ascensão das indústrias automobilísticas, trazendo ás ruas grande quantidade de automóveis dos mais variados tipos, provoca congestionamento espacial. Segundo Augusto Cury, escritor brasileiro, “Vivemos em uma sociedade consumista, numa sociedade de desejos e não de projetos existenciais.”
Cabe mencionar, em segundo plano, a inconciência à fatores ambientais como impulsionador do problema. Haja vista que a utilização de transporte a base dos derivados do petróleo, transmite à atmosfera gás carbonico, trazendo incontáveis prejuízos ao meio ambiente. Segundo o jornal O Globo, o Brasil deverá dobrar sua frota de veículos até 2030, emitindo á atmosfera 88 megatoneladas de dióxido de carbono por ano.
Infere-se,portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Com isso urge que o Ministério da Educação, invista, através de profissionais capacitados, em palestras educacionais nas escolas que instigue os alunos desde o seus primeiros anos escolares à degradação ambiental que o uso excessivo de automóveis podem causar, evitando, assim, uma nova geração com extrema dependência do mesmo. Há também, a necessidade de investimento do governo federal facilitar a compra de transportes que não causem congestionamento nas ruas, como exemplo a bicicleta, diminuindo impostos sobre o mesmo e aumentando imposto sobre os poluentes, traçando assim fugas para crescente crise da mobilidade urbana brasileira.